A constituição brasileira prevê que a liberdade religiosa
deve ser respeitada, ou seja, independente da sua crença, ela deve ser aceita e
livre de perseguições da sociedade ou de qualquer outra máquina governamental. Contudo,
a Constituição parece ser apenas um pedaço de papel, uma vez que existe um
desrespeito tremendo do que ali está escrito, sendo que comumente o direito
penal é passado na frente deste conjunto de leis que em tese não poderia de
forma alguma entrar em conflito com qualquer outra lei.
Porém, não é isso que se vê no Brasil. Com tanta
bandalheira, no qual verdadeiros bandidos –vide caso mensalão - são condenados mas ainda continuam soltos
curtindo a vida luxuosa que as maracutais lhes proporcionaram - quando não
assumem a cadeira de deputado, como aconteceu com José Genuíno – o
Estado
prefere se ocupar na prisão de líderes religiosos, como é o caso do Ras Geraldinho
e claro, a perseguição existe, pela adoração Rastafari à Cannabis Sativa, para
eles a árvore da vida, mas para muitos imbecilmente motivo para ser trancafiado
como um bandido.
Geraldinho Rastafári, pessoa de bem, simples, humilde, que
cultua paz, está preso desde agosto, acusado de tráfico de drogas. Foram
encontrados 37 pés de maconha em sua casa. Agora, os bens do religioso,
incluindo o imóvel que é sede da Igreja, não podem ser vendidos antes dele ser
julgado pela Justiça, que mantém os equívocos de punir quem não deveria ser
punido. Além de um desrespeito à Constituição, já que com essa repressão existe uma descriminação à religião
Rastafari, o governo nem ninguém, tem autoridade para execrar qualquer espécie
animal ou vegetal da face da Terra.
Marlene Martins, esposa de Geraldinho e uma das responsáveis
pela igreja desde que ele foi preso, a rotina dos cultos não foi alterada.
“Perdemos nossa liderança, então o movimento cai um pouco. Muitos
universitários, principalmente, ficaram com receio após a prisão. Mas
continuamos funcionando normalmente”, ressaltou.
O Ministério Público não se pronunciou sobre o caso, mas
sabe-se que a próxima audiência do caso ocorrerá dia 17 de janeiro.
A defesa alega que Geraldinho cultivava maconha para uso
religioso, algo permitido pela legislação brasileira. A droga seria consumida
apenas em ocasiões de culto. O argumento pela liberação é o mesmo usado pela
religião do Santo Daime, que usa nas cerimônias um chá elaborado com a erva
alucinógena ayahuasca.
“Nossos advogados são os mesmos, e nosso objetivo é provar
que podemos usar a cannabis ritualmente”, explica Marlene.
Mais de 3.200 pessoas já assinaram uma petição online, que
pede a libertação do líder preso e advoga a liberdade religiosa no país. Os advogados de Geraldinho já adiantaram que,
durante o julgamento, mostrarão como a maconha pode ser usada de forma ritual
nos cultos da igreja. Eles entendem que a Justiça não desrespeitará o item da
Constituição que garante liberdade religiosa aos brasileiros.
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