sábado, 2 de abril de 2011

Marcha da Maconha gera polêmica!


Um convite para participar da Marcha da Maconha de Jundiaí começou a circular nas redes sociais e virou tema de discussões entre internautas da cidade, como nos sites de relacionamentos Facebook e Orkut.

A marcha está prevista para o dia 22 de maio, quando seus organizadores preparam um protesto pacífico pedindo a legalização de seu uso. A concentração será às 14h na avenida dos Ferroviários.
De acordo com o site  (http://www.marchadamaconha.org/), a manifestação de Jundiaí ocorrerá um dia depois da de São Paulo e, no mesmo dia de Porto Alegre e Recife. Surgidas em 1994, as marchas pela legalização acontecem em diversos países do mundo.
No site de relacionamentos Orkut há uma comunidade com 68 membros. “Venha na passeata, pois todos temos o direito de expressar nossas opiniões a respeito de leis que devem ser discutidas”, diz o panfleto virtual, acrescentando que em mais de mil anos não existe relato de morte atribuída à erva. E pede que as pessoas que aderirem não fumem maconha durante o evento.
No Facebook alguns internautas gostam da ideia e outros, criticam.  “Quem ajuda a sustentar o tráfico não deveria ter orgulho de marchar’”, postou um crítico.
Um comentário em fóruns de debate do evento pela internet registrou a procura de um membro por vereadores de Jundiaí, sem sucesso, com indicação da possibilidade de um debate sobre o assunto na Câmara Municipal. Procurada, a assessoria da Casa informou que não iria comentar o caso “por ser assunto delicado”.
Sem posição / No PV (Partido Verde), que tem em seu programa aberto no site oficial a proposta de “uma nova lei de entorpecentes, legalizando o uso da Canabis sativa para fins industriais, médicos e pessoais, descriminalizando o uso de drogas”, os integrantes fugiram do assunto.
“Defendo o que faz bem para a saúde, o esporte”, diz o vereador Silvinho Ermani, que afirma ser contra a legalização definida no programa de seu partido. E, mesmo sem contato com o evento, insinua que a intenção dos participantes em legalizar não é visando finalidades médicas.
Outro vereador do PV, Leandro Palmarini afirma não ter  opinião formada sobre a legalização. “Respeito as leis atuais”, afirma, com a ressalva de que apoia o uso medicinal se seus benefícios à saúde forem comprovados cientificamente.
O presidente do diretório local do partido, Eduardo Palhares, não quis falar sobre a marcha ou a legalização da maconha. “Não me sinto confortável em falar, é um direito meu”, diz em rara convergência com os vereadores. Outro nome do partido, o vereador e delegado de polícia Paulo Sérgio Martins foi procurado, mas não atendeu a reportagem por falta de agenda.
Em julho de 2010, manifesto de neurocientistas pela legalização gerou polêmica no país.

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