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sexta-feira, 17 de maio de 2013

Ministério Público recomenda que marcha de Niterói seja adiada


Marcha da maconhaOs organizadores da marcha da maconha de Niterói-RJ foram pegos de surpresa nessa quinta-feira (16), com uma recomendação do MP à respeito de uma remarcação na data da Marcha, que aconteceria esse domingo (19).

O motivo é que a marcha da maconha aconteceria simultaneamente à um movimento chamado Boto Fé,  uma jornada mundial, onde milhares de jovens católicos celebram os símbolos da igreja. 

Para a promotoria, os dois eventos acontecendo simultaneamente poderiam gerar desordem pública, pois são movimentos com pensamentos diferentes. Além disso foi apresentado aos organizadores da marcha um documento expedido pela justiça dizendo que o protesto não teria conseguido o "nada a opor" da prefeitura de Niterói.

Agora, o que fica na dúvida, é se o movimento religioso realmente já tinha conseguido todas as autorizações legais anteriormente à marcha, pois só este fato justificaria o adiamento da marcha e não do movimento Boto Fé. Segundo o advogado da marcha, Geraldo Xavier, isso não ocorreu. " Nenhum documento nos foi apresentado até agora que comprove que a igreja tenha protocolado o ofício antes da gente. É como se a igreja tivesse precedência na ocupação do espaço público em função de ser uma instituição religiosa”, contestou o advogado.


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Promotor pede arquivamento da Marcha da Maconha (Por Dr. André Barros)


Dois dias depois da brutal repressão sofrida pela Marcha da Maconha do Rio de Janeiro, em 7 de maio de 2012, protocolei uma representação na Promotoria de Justiça junto à Auditoria da Justiça Militar.
Nessa, narrei que a tropa de choque da polícia militar entrou pela contramão no meio da Marcha da Maconha, sem qualquer motivo, numa picape em alta velocidade. Avançando sobre a multidão, deu meio cavalo de pau e retornou. Assim que os agredidos reagiram com gritos, um dos policiais desceu da picape e, sorrateiramente, largou no chão uma bomba de efeito moral que machucou muitas pessoas. Quando chegou de volta ao veículo, a bomba explodiu na multidão, criando uma reação para justificar a violenta ação policial com tiros de balas de borracha de grosso calibre. Foram anexadas à representação imagens com o rosto dos policias sem identificação e informado que as vítimas foram encaminhadas a exame de corpo de delito pela 14ª Delegacia Policial, onde foi instaurado um procedimento policial. Registramos também que as autoridade foram previamente avisadas, conforme rezam as Constituições Federal e Estadual, e ressaltada a determinação das recentes decisões do Supremo Tribunal Federal, garantindo a legalidade da Marcha da Maconha.

Semana passada, fui à Promotoria a fim de me informar acerca do resultado da representação e tomei conhecimento de que o Promotor de Justiça, sem requisitar a instauração de inquérito, pediu o arquivamento, após, previamente, requerer informações ao Batalhão do Leblon e outras autoridades.

Apesar de pedir cópia, a secretaria do Ministério Público informou que o pedido de arquivamento já tinha sido distribuído ao Juiz e que somente poderei obter cópia da manifestação quando esta for distribuída. Por que o Promotor não deixou uma cópia para saber as razões do arquivamento sem a instauração sequer do inquérito, diante de todas as evidências de violência cometida por policiais sem identificação? Queremos saber, principalmente, quem ordenou aquela violência contra os manifestantes e contra duas decisões da Suprema Corte.

A Justiça é pública e suas decisões também, porque a sociedade tem o direito de julgar se a Justiça está ou não fazendo Justiça. No caso da Marcha da Maconha, queremos saber as razões do pedido e se o mesmo será homologado pela Auditoria da Justiça Militar. Deste modo, poderemos divulgar seus motivos e tomar as medidas cabíveis contra esse possível injusto arquivamento da violência sofrida pelos ativistas da Marcha da Maconha.

Precisamos de força institucional, por isso, no dia da eleição, não esqueça, aperta um, três, quatro e vinte.

ANDRÉ BARROS é advogado da Marcha da Maconha e candidato a vereador do Rio de Janeiro com o número 13420

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Marcha da Maconha da cúpula Canábica na Rio+4:20 (Por Dr. André Barros)


Aproveitando o encontro da "Cúpula dos Povos" durante a "Rio + 20", realizamos a "Cúpula Cannábica" e a "Rio + 4:20". Em três dias de encontro, ativistas e coletivos das Marchas da Maconha de todo o país tiveram a oportunidade de se conhecer e debater os próximos passos para a legalização da maconha no Brasil e no mundo.

O debate foi acirrado, pois conflitos de culturas políticas ficaram claros durante o encontro. Enquanto vários ativistas trazem práticas de partidos políticos de esquerda e de aparelhos estudantis e sindicais, outros apresentam a experiência de novas práticas advindas da democracia direta da internet e de movimento em rede.

Cobrados à esquerda como movimento de alienados que pretendem apenas a legalização da maconha para uso recreativo, muitos ativistas sentem a obrigação de organizar a revolução que vai construir uma sociedade igualitária. Dessa forma, pensam construir no movimento cannábico a consciência revolucionária que vai transformar toda a realidade social. A preocupação é nobre, mas destituída de realidade. Penso, que a legalização da maconha, por si só, vai representar um baque nesse sistema capitalista estressado, apressado e de um alienante e repetitivo trabalho. A maconha vai trazer a essa sociedade o trabalho criativo, reflexivo e da paz, pois seu próprio consumo é coletivo e em roda, ao contrário do consumo individual deste sistema capitalista.

No encontro, debatemos e concluímos que nosso movimento deve ser "em teia" e criamos a REDE NACIONAL DE ATIVISTAS E COLETIVOS PELA LEGALIZAÇÃO DA MACONHA. Nesta rede, vamos estreitar nossas relações e aprofundar diversos temas no debate.

Decidimos fazer uma pressão nacional para o Supremo Tribunal Federal julgar o Recurso Extraordinário de grande repercussão geral, como deliberou o Plenário Virtual da Corte. Enviar e-mails de todos os estados, cobrando do Supremo para que nossa causa não prescreva. O Movimento foi nominado STF, NÃO DEIXE APAGAR A NOSSA CAUSA.

Em 19 de junho, último dia de nosso encontro, realizamos, no meio da Cúpula dos Povos, a Marcha da Maconha. Mais de 500 ativistas caminharam e cantaram pela legalização da maconha, acompanhados de forte e provocativo aparato policial. Após a Marcha, vários ativistas foram, inclusive, revistados. Mas nada que ofuscasse a potência da Marcha da Maconha da Cúpula Cannábica.


"Curta" a página do Dr. André Barros no Facebook:
http://www.facebook.com/advogadoandrebarros

FONTE: http://maconhadalata.blogspot.com

domingo, 6 de maio de 2012

Ei polícia, Maconha é uma delícia!!!!


Uma verdadeira multidão tomou conta da Avenida Vieira Souto em Ipanema, neste sábado, durante a passeata realizada com o objetivo de protestar contra a criminalização do uso da cannabis sativa. Cerca de 10 mil pessoas caminharam, durante uma tarde agradável na orla marítima da cidade, para pedir às autoridades que legalizem a maconha.

Fontes da polícia militar afirmam que foram apenas duas mil pessoas, contudo, o advogado Dr André Barros, que é integrante do coletivo calculou que cerca de 10 mil pessoas participaram da manifestação.

O início da passeata estava previsto para as 16h20, um horário de forte valor simbólico para os consumidores de Cannabis, já que é o horário mundial da maconha, a famosa hora do chá. Uma das reivindicações deste ano estiveram focados em que o Supremo Tribunal Federal do Brasil declare inconstitucional o artigo da lei que tipifica como delito o cultivo e a posse da droga.
Enquanto o funcionário público Álvaro Américo defendia a legalização da substância com fins medicinais para combater os efeitos de doenças como o Alzheimer e o câncer, a estudante universitária que preferiu se identificar apenas como Camila disse acreditar que essa é a melhor fórmula para acabar com a violência em áreas controladas pelo tráfico.

“Agricultor não é traficante”, afirmou um outro adepto à causa, fazendo uma alusão à liberação do cultivo caseiro.

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a convocação de manifestações em prol da legalização da droga e o coletivo Marcha da Maconha, desde então, tem organizado uma série de atos para chamar a atenção das autoridades e da população para a necessidade de se legalizar o consumo da planta. Contudo, a parte ruim do evento mais uma vez ficou por conta da Polícia Militar, que em um ato autoritário queria que a marcha se encerrasse às 18 horas, causando um verdadeiro tumulto , com este ato autoritário.

Não adianta, senhores da PM e conservadores,  pois com o aval do STF para a realização da marcha, nós não vamos desistir. Já que mostrar a verdade sobre a maconha incomoda aos senhores, saibam então que vocês sempre serão incomodados, pois nós continuaremos lutando pelos nossos direitos, porque vocês não tem direito de cercear a minha liberdade individual. Como sempre diz o velho Zagallo: “Vocês vão ter que me engolir!” .
 
 

NÃO COMPRE, PLANTE!

 

Vamos curtir galera!

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