terça-feira, 6 de dezembro de 2011

A proibição das drogas não diminui o uso, mas aumenta a violência


Como já dito exaustivamente aqui neste blog e em tantos outros que se propõem a discutir o tema maconha, o assunto é um dos mais polêmicos da atualidade. Mas afinal, quando se fala em proibir as drogas, será que de fato esta tese funciona? Com as políticas adotadas atualmente, será mesmo que a proibição é eficaz? Eu sinceramente creio que não. Não só aqui no Brasil, mas em todas as localidades que se dispuseram a fazer guerra contra as drogas, o que se viu de fato não foi uma diminuição do consumo e sim um aumento exacerbado da violência. Uma verdadeira carnificina a céu aberto.


Para se ter uma ideia, a cidade fronteiriça de El Paso, foi uma das primeiras a tornar a maconha ilegal. Juntamente com ela, outras várias cidades seguiram o exemplo desta proibição. Em tese o esforço para proibir a maconha não foi motivada para reduzir a dependência, mas sim uma tentativa frustrada de melhorar o desempenho na área da saúde ou então amenizar a atividade criminal na população em geral, o que não deu certo até hoje, uma vez que a proibição acaba fazendo com que se espalhe as redes criminais.
Quase 100 anos depois de El Paso promulgar a proibição inicial sobre a maconha, a cidade ostenta diariamente testemunho da violência que a economia da maconha acaba trazendo à cidade fronteiriça de Juarez. Desde 2008, mais de 9.000 pessoas foram assassinadas em Juarez. A violência se origina pelo menos em parte de uma guerra declarada entre os dois maiores cartéis de drogas pelo controle do importante corredor comercial El Paso / Juarez.
Para se ter uma ideia, a repórter da agência de notícias Associated Press, Martha Mendonza, desenvolveu um relatório, em que indica que os Eua já gastaram mais de 1 trilhão de dólares na chamada Guerra às drogas. Em 2010, 35% dos alunos das escolas médias relataram que tinham usado maconha, mostrando mais uma vez a ineficácia do combate sangrento chamado de guerra às drogas.

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