quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A economia prisional da repressão


Para muitas pessoas ainda não caiu a ficha de que a proibição da maconha e de qualquer outra substância entorpecente no mundo é um verdadeiro negócio. O que de fato acontece, é que a saúde do usuário ou qualquer coisa desse tipo é o que menos importa; a prioridade sempre será o dinheiro que gira em torno deste mercado gigantesco entre políticos, polícia, prisões, clínicas de reabilitações e tantos outros setores que se beneficiam direto ou indiretamente do mercado da repressão.

Que a repressão das substâncias entorpecentes para a sociedade é um tiro no pé, me parece bem óbvio, agora, o mais curioso é ver os próprios pioneiros da proibição prendendo a sua população em nome do capital. Para se ter uma ideia, os EUA são o país com a maior população carcerária do mundo: para cada 100.000 estadunidenses, 784 estão atrás das grandes. Isso, para quem há muito tempo se gabava de ser o país da liberdade, está muito aquém da realidade factoide criada na terra do Tio Sam. Atualmente, o total de prisioneiros nos EUA chega ao exorbitante número de 6 milhões de pessoas.

Com tanto prisioneiro, claro, precisava-se construir mais cadeias e com isso, resolveram, em uma ideia bem americana, a privatizar as novas penitenciárias inaugurando assim, mais uma vertente no comércio mais rentável do mundo. A maioria das prisões dos EUA são administradas pela Corrections Corporation of America (CCA) e o Grupo GEO, sendo que estas duas empresas acumularam em 2010 uma quantia de 2,9 bilhões de dólares, sendo também que possui uma forte influência dentro da política norte-americana.

Para ilustrar ainda mais como a proibição é um comércio, levantamentos apontam que de 1970 a 2009, os números das prisões aumentaram em torno de 772%. Juntamente com isso, nota-se que as empresas supracitadas e administradoras de penitenciarias tem injetado mais de 3 milhões de dólares em lobbys desde 2001.

1 comments:

luca disse...

Cara não da para ser verdade é impossível acreditar, então quer dizer que nós é que somos os fora da lei, posso até ser um fora da lei por fumar meu beck, mais não fasso parte graças a Deus de nehuma quadrilha de extorquistas, corruptos, assasinos escondido atrás da política ou de governos que usam as armas contra a sua própria população, que mandam prender pessoas por usarem drogas. Este mercado proibicionista rende muito dinheiro a eles, por isso enganam o povo através de informações manipuladas por eles, para tornar certa suas ações repressoras, eles achão que todo mundo é bobo. É muita falcidade.

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