sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Dispensários de Maconha tornam-se o ponto de discórdia nos EUA


Nos Estados Unidos, a maconha assumiu um novo papel: o de ponto da discórdia entre o governo federal e os governos estaduais. A legalização da maconha já foi aprovada por 17 dos 50 estados do país, por um motivo ou outro. A Califórnia abriu o caminho. Agora, três outros estados estão na fila: Washington, Oregon e Colorado.

O estado de Washington se convenceu de que deve descriminalizar a maconha não com base em fundamentos médicos ou jurídicos, mas com uma razoável sustentação econômica. A legalização da maconha vai render aos cofres estaduais pelo menos US$ 2 bilhões em tributos, nos primeiros cinco anos, de acordo com o órgão de administração financeira do estado.

O estado licenciaria 100 plantadores de maconha, que forneceriam o produto a 328 lojas especializadas. As lojas venderiam 187 mil libras (quase 85 mil quilos) da maconha a 363 mil usuários — números que foram obtidos em levantamentos do governo federal sobre usuários de drogas.

Os consumidores pagariam US$ 12 por grama, um preço que já é pago por usuários de maconha para fins medicinais em outros estados. Seria criado um "imposto da maconha", com alíquota de 25%. Além disso, haveria um imposto sobre circulação de mercadorias, de 10%, além de possíveis impostos municipais, de acordo com especialistas em tributação. 

Mas as vantagens financeiras não acabariam aí. Todo o sistema envolvido no combate ao tráfico e uso da maconha, no Executivo e no Judiciário, seria desativado. Haveria uma grande economia com o fim de investigações policiais, prisões e processos judiciais contra traficantes e usuários de maconha. Além disso, todos os custos de manter os condenados nas prisões seriam eliminados. Cerca de 10 mil pessoas são processadas só pelo uso de maconha, todos os anos. 

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