sábado, 9 de março de 2013

Há maconha em mim

maconha - fumar maconha - cannabis

“Observo. Observando aprendo. A velocidade do meu aprendizado é maior que a capacidade de vocês me digerirem.” Finalizei assim o debate entre eu e uma leitora também crítica da minha arte a advogada do belo sorriso.

Falar em tom audível a palavra maconha de forma que denuncie sua naturalidade diante a erva, é como disparar em meio ao povo, quando estou em meio a rodas das saias da alta roda social. Contradições sobre contradições é o que assisto, Cazuza andou no meio dessa tchurma e descreveu bem, “suas idéias não correspondem aos fatos”!

Há dois anos venho estudando o tema a profundo busco aglutinar o máximo possível em meu intelecto informações, locais, situações que me liguem ao nome maconha, ou cannabis. Como vivo minha original personalidade, tenho acesso a vivências que somente eu consigo relatar. Minha mãe não entra em lugares que entro, meus amigos não saem de lugares que saio, malandros entram em lugares que entro, portanto somente eu saio, enquanto policiais não saem de lugares que entro e o governo não chega a lugares que já parti. O que faço não é novidade, apenas observo.

Rapidamente concluí o tema é vasto, maconha é uma palavra tão vasta quanto os mitos e realidades que a envolvem. Existe distorção ao utilizá-la, ao criminá-la, o satisfeito dedo em riste que acusa os usuários.

A maconha tem potencial econômico internacional multibilionário e serve atualmente como fonte de renda a milhões de vendedores ou traficantes como define o artigo. Observo que ela impulsiona outro sistema mais alto e caro, maconha e segurança pública, maconha e mais armamento para bandido para militar; Seria mais lucrativo reprimir?

Existem milhares de moldes para distribuição até o consumidor final, que por sua vez também são muito diversificados. Pessoas de todo tipo consomem maconha, de usuário de crack a deputado federal, de filho de malandro com o filho do policial.

Fui careta até os 21 anos. Passei a juventude curtindo com uma turma que já consumia maconha. Sempre me dei bem e não fumava. Curtia aquela galera. As idéias as descontrações a liberdade balisada na real possibilidade de ser livre, sendo você mesmo. Hoje aquela turma assim como eu tem trilhado seu caminho, infelizmente uns já nem estão mais aqui com a gente, o “tempo não para”!

Me lembro bem num acampamento no campos da UNB, movimento UJS. Eu careta no meio de tanta gente cabeça. Dali daquela época me questionei, fumo ou não maconha? Observo um circulo em todos os seus lados. Essa pergunta me acompanhou por alguns anos.

Observei que pessoas a utilizavam em ritos religiosos, naquele tempo eu estudava as religiões. Tive esse primeiro contato social em meio a essas reuniões que em diferentes religiões se utiliza. Em meio a este âmbito a erva é vista como canalizadora da integração do homem com a natureza, ou seja, com o Deus daquela religião. Grande maioria desses consumidores planta a planta, pois entendem ser um item assim como a alface é item da natureza.

Com essa iniciação a maconha era para mim algo de se dar respeito. Existe poder na planta e este poder ao descrever se passa como relato sobre natural. Quando me afastei da religião na qual minha família me iniciou encontrei uma tchurma esportista/maconheira. Era outra realidade.

Nos encontrávamos para praticar esportes e ainda sem me resolver quanto ao tema não consumia, apenas curtia o esporte. Em geral sempre fui o mais medroso, evolui pouquíssimo nos diversos esportes que gosto de praticar. Faltava algo para me soltar, deixar o medo distante do momento real. A realidade, o agora é o tempo mais absoluto é a matemática mais absoluta, somente nele não existe nada além que o absoluto.

Como propus no post anterior; o que mais sinto em mim como real mudança que a maconha me causou, além da fucker alcunha maconheiro?

Continua...

Texto: Di Geordani
Ilustração: Aga´ce

0 comments:

Postar um comentário

 
 

NÃO COMPRE, PLANTE!

 

Vamos curtir galera!

Esquadrilha da Fumaça

Visitas

 
Real Time Web Analytics