quinta-feira, 2 de junho de 2011

Proibição nos cafés da Holanda e cadastro de usuários vão provocar a volta do tráfico nas ruas

Por pressão da extrema-direita, liderada por Geert Wilders, o governo da Holanda, a pretexto de terminar com o chamado “turismo da maconha”, proibiu, a partir do início de 2012, a venda da erva canábica nos cafés de todo o país.

Apenas os holandeses poderão consumir maconha nos cafés. Mesmo asssim, sob a condição de se registrarem (wietpas) em repartição pública.

Com o registro, os holandeses vão obter permissão governamental escrita para consumo de maconha nos cafés.

Em síntese, os direitistas, no fundo, pretendem cadastrar os usuários de maconha. Um verdadeiro censo canábico.

Poucos usuários, como se sabe, estão dispostos a obter uma “carteirinha de maconheiro”. Lógico, preferirão comprar a maconha de traficantes ou plantar em casa até dois vasos (limite legal), tudo sob alegação de produção para emprego terapêutico.

A proibição a partir do início de 2012 é de pleno agrado da criminalidade organizada.

A Holanda, desde 28 de novembro de 1968, permite a venda de maconha para consumo no interior de cafés: consumo fora é criminoso. A venda é permitida apenas a maiores de idade. E o estabelecimento com alvará de autorização só pode comercializar até meio quilo por período do dia.

A proibição, com início previsto em 2012, não terá vida longa, conforme análise de especialistas.

Trata-se, na verdade, de um oportunismo dos direitistas, pois existem descontentes com a grande quantidade de turistas nas cidades.

Por evidente, a venda sairá dos cafés, onde existe controle e recolhimento de tributos, para as ruas.
O monopólio da oferta voltará aos traficantes, que não pagam tributos e estão sempre dispostos a empurrar uma droga nova e causadora de dependência mais rápida.

A meta da lei de 1968 era a afastar o consumidor do traficante. A propósito, o Café Sarasani, da cidade universitária de Utrecht, foi o primeiro a funcionar: abriu em 1968.

Em 2003, a Holanda possuía 800 cafés autorizados a vender maconha para consumo no próprio estabelecimento. O ano de 2003 foi o de maior número de licenças concedidas.

Outro ponto focado pelos especialistas é o da economia movida pelo consumo de maconha. O turismo da maconha contribui significativamente para o enriquecimento da Holanda: afeta o PIB holandês. Negócios paralelos se potencializaram, como locação de filmes (o consumidor de maconha prefere ficar em casa), venda de alimentos (a maconha aumenta o apetite), fabrico de papel gomado para a confecção do cigarro de maconha etc, etc.

PANO RÁPIDO. Até o final de 2011 e consoante previsões, o turismo na Holanda deve aumentar significativamente. Depois, com o PIB em queda, a política pode mudar novamente.

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