quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Psiquiatra pensa que pode impedir Marcha da Maconha (Por Dr. André Barros)

Mesmo depois da histórica decisão do Supremo Tribunal Federal, no dia 15 de junho deste ano, por 8 X 0, considerando que a Marcha da Maconha está garantida pela 'dignidade da pessoa humana', um preceito fundamental da República, e pela garantia fundamental de que todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público. No dia 12/12/2011, 'O Dia online' publicou artigo do psiquiatra Carlos Salgado, presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (ABEAD), em que ele se manifesta contra as Marchas da Maconha.

A figura da autoridade do saber psiquiátrico e seu discurso do interesse social e da saúde diz que é uma obrigação das pessoas responsáveis impedir, pelo debate e vias legais, as Marchas da Maconha. Mas que vias legais são essas, se a decisão é da Suprema Corte, à qual não cabe mais recurso? Como o jornal publica esse artigo sem esclarecer à população que o STF decidiu, por unanimidade, a legalidade de nosso movimento?



Os integrantes de diversas áreas, inclusive do saber médico, precisam entender que vivemos numa democracia e, se não toleram, agora são obrigados a aceitar o debate a respeito da maconha. Após a decisão do STF, em 15 de junho, perdeu-se o direito de impedir, pelas vias judiciais, o debate e o florescimento da ideia de legalizar a maconha no Brasil.

Devemos debater, sim, esse poder-saber psiquiátrico que internou e ainda interna maconheiros por absurdo preconceito. Esse poder de patologizar, estigmatizar e internar os supostamente loucos maconheiros. O poder científico de classificar os psicotrópicos, que coloca a maconha na lista número '1' das substâncias mais proibidas nas Convenções Internacionais, é que deveria ser debatido. É importante recordar que estas decisões e classificações foram tomadas sob forte influência dos psiquiatras brasileiros lombrosianos nas primeiras décadas do século XX. Vamos debater a proibição da prescrição médica da maconha e o interesse do trilionário mercado dos laboratórios de drogas lícitas em criminalizar a planta.

As Marchas da Maconha vão ocorrer em várias cidades brasileiras e do mundo. Só que, agora, no Brasil, elas têm a garantia do Supremo Tribunal Federal e ponto final.

Dr. André Barros, advogado da Marcha da Maconha


4 comments:

Henrique disse...

Eu não li a reportagem do Psiquiatra, mas sei que há muito que se pensar sobre o poder acumulado por essa instituição, ora por falta de alternativas de pensamento no mercado, ora por servir a outras outras instituições. É realmente uma grande merda. E mesmo que por mais diverso que seja o metodo ou linha do psiquiatra ele sempre é o especialista máximo para falar na mídia sobre qualquer coisa. Acho que poderíamos porcurar psiquiatras: que fumam maconha ou que leram michel foucault, que percebem suas posições diante da medicamentalização da vida, das exigências comportamentais do trabalho, do dinheiro, do estado, da lei, dos consultórios e das poltronas de TV.

André Barros disse...

SOCIEDADE DISCIPLINAR HENRIQUE!

Anônimo disse...

Mais uma vez a ignorância prevalece,o uso da Maconha para Fins Medicinais em muitos casos é comprovadamente eficaz, inclusive em casos psiquiátricos,mas ai entra o poder economico, e a CURA e a PAZ é proibida
.Maria Antonia "Apologia a Cura"

Anônimo disse...

blablabla este é o depoimento mais cretino pois são eles que emperram a liberação da nossa erva,pois só acredito em neurologista estes sim da pra crer na analise mas pisiquiatra e pisicologo não vale para mim pois eles tem pouca profundidade no assunto falta a analize quimicA

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