segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Desinformação: a "praga" incrustada nos proibicionistas e conservadores

A desinformação realmente é uma “praga” que está presente em boa parte da população brasileira, principalmente quando falamos em drogas. Eu ainda não consigo entender qual a relação da descriminalização da maconha e famílias aniquiladas, como muitos pregam. Infelizmente o que ainda se vê são pessoas que insistem em colocar a maconha no mesmo patamar que o crack, o que é um absurdo. Atualmente caiu-se na imbecilidade de comparar usuários de maconha com usuários de crack, como se os “maconheiros” fossem realmente algum problema ou alguma ameaça à segurança pública.

De fato, o Brasil sempre foi um país que correu das responsabilidades no que diz respeito às drogas. Uma, porque o assunto sempre foi delicado e irreversivelmente os políticos que se dispõem a defende-lo ou apenas pedir a discussão do tema acabam sendo estigmatizados e perdendo votos. Segundo, porque muitos ainda não conseguem dar o braço a torcer e ver o tamanho do genocídio que acontece a todos os dias em detrimento da chamada guerra às drogas. Terceiro, porque muitos ainda se apoiam nos mitos contados por suas respectivas religiões e como o Brasil invariavelmente é um país cristão, a questão da maconha acaba sendo levada e tratada pelo lado religioso, o que é um completo absurdo. O Brasil definitivamente precisa perder este conceito de que religião é uma forma de educação, pois religião na verdade são crendices. Respeito a todos, independente de suas crenças, mas querer misturar esse assunto com o problema urgente do abuso de entorpecentes já é demais!


O que se vê por aí são pessoas completamente desinformadas, que sequer um dia souberam o que é maconha e seus efeitos, e que estão aí demonizando mais uma vez a maconha, como se ela fosse uma espécie de crack. Vale a pena lembrar aos que tem memória curta, que um dos principais pontos em que ajudaram a disseminação do crack no Brasil foi justamente a forma de tratamento equivocada que deram à droga. No início dos anos 90, a até então droga vinda dos EUA, era taxada em terras tupiniquins como um novo tipo de maconha. Tal tratamento errôneo somado à letargia do Ministério da Saúde em campanhas de prevenção, acabou deixando que a situação virasse o circo que é hoje. E eu encarecidamente te pergunto: bater, prender e humilhar usuário de drogas vai dar certo? Creio, que não! Não deu até hoje, depois de 40 anos de repressão! O que foi visto foi caminhões e mais caminhões de dinheiro público sendo jogados no lixo!

Ademais, para aqueles que ainda insistem na proibição, vale a pena ressaltar que um dos grandes motivos que levam usuários a não pedir ajuda é justamente a criminalização dos mesmos. Como vocês proibicionistas querem resolver o problema e “ proteger” as famílias das drogas, se vocês são os primeiros intolerantes à pedir cadeia e repressão aos usuários?  Lembrem-se, que os mesmos usuários que vocês tanto condenam são ao mesmo tempo membro das famílias que vocês dizem que querem salvar das drogas. Não é no mínimo contraditório o pensamento de vocês?

2 comments:

Anônimo disse...

É insuportável tal pensamento de achar que maconha destroi a família. Isto é irreal e so procede na cabeça de pessoas antigas que se deixão levar pelas informações deturpadas da mídia e dos governos. Estas pessoas não tem opinião própria de nada, quanto mais de um assunto tão relevante como a descriminalização da planta. Tá tudo errado, no que tange as drogas. Primeiro que não se pode nunca comparar o que é natural com o artificial ou químico no caso o tal do Crak, cocaína, heroina e todas as "inas" existentes, justamente por não haver bom senso no caso da legalização da maconha é que a praga do Crak se espalhou nas camadas mais carentes da sociedade e agora virou epidemia ,e na minha convicta opinião a culpa é justamente da própria sociedade que continua a insistir em combates totalmente equivocados no tratamento desta questão. É inacreditável o atraso do Brasil em pleno século XXI, onde vários países ja adotam medidas mais cautelares no sentido da legalização da maconha. Legalize já..........pelo amor de Deus, ninguém aguenta mias este atraso de vida.

monstro do pântano disse...

Mano, questão religiosa: a planta é sagrada! Não só para os rastaffari! ela, com as navegações e descobrimentos, foi incorporada nas tradições afro e na pajelança nativa e seus desdobramentos, principalmente a Umbanda! Estes ritos eram proibidos, restringindo-se ao ambiente familiar, as escondidas.
Nos anos 60, parte da Doutrina do Santo Daime, doutrina Cristã, inroduziu em seus ritos o rito da "Santa Maria", mãe de cristo, para esta planta. Pedindo a cura, cientificamente comprovada com seus mais de 70 cannabinóides, e pedindo o conforto da Mãe de Deus.
Aho! mariomonster@yahoo.com.br

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