sexta-feira, 2 de março de 2012

Pelo fim da Guerra às Drogas


A tendência mundial quando falamos em maconha é que se descriminalize a erva. O mundo inteiro começa a perceber que a chamada guerra às drogas é muito mais traumática para a população de bem e só fortalece as redes criminais, isto porque com a repressão, o produto proibido em evidência tem seu preço supervalorizado. No caso da cocaína por exemplo, com 1 kg da droga, um traficante pode fazer até 40.000 mil dólares nos EUA, o que me leva a crer que sempre vai ter alguém disposto  a correr risco para faturar esta grana.

Durante décadas, os EUA passaram ao mundo um conceito fracassado e mercantilista de tratar o problema das drogas, construindo prisões, privatizando-as , fortalecendo o mercado das armas e prendendo seus jovens; tratando-os como verdadeiros delinquentes. Contudo, o que os EUA não revelam e as pessoas proibicionistas não dão o braço a torcer é que esta política nunca conseguiu diminuir nem a oferta e muito menos a demanda. Aliás, este tipo de política repressora, não consegue atingir usuários com eficácia, justamente pelo estigma da marginalização do cidadão.

A verdade, no caso específico da maconha, já deveria ter sido regulamentada há muito tempo. Os bens da Cannabis, incluindo o seu poderio industrial, podem ser imensamente aproveitados por nós, sem que se faça toda este drama. O que se vê é que poucas pessoas tem o conhecimento de verdade do que é a maconha, e por isso muitas tem ojeriza da planta. Não é fácil mudar a cabeça de uma pessoa mais velha, que viveu a vida inteira acreditando que a proibição era o caminho.

Com a regulamentação da maconha, ai sim, aqueles que pensam em orientar os jovens teriam muito mais condições. A maconha perderia aquela sedução do que é proibido e com toda certeza despertaria menos curiosidade nos jovens. Ainda sim, a regulamentação faria um bem no que diz respeito a não envolver o jovem no ciclo da criminalidade. O jovem pelo fato de fumar maconha não é bandido e não deveria se envolver com tais figuras. Se envolvem justamente por esta repressão besta e sem sentido.

Por último, os proibicionistas deveriam ser menos ignorantes e perceberem, que os jovens que eles chamam de “maconheiro”, “vagabundo” “marginal” e tantas outras coisas, são simplesmente as pessoas que eles gostam, afinal todo maconheiro é filho, é parente e é amigo de alguém. 

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