segunda-feira, 28 de maio de 2012

Será que vale a pena continuar a gastar dinheiro público com essa guerra?


Um dos efeitos contrários de se reprimir com a guerra o uso de drogas é o grande desperdício de dinheiro público, que na ocasião, poderia estar sendo melhor investido. Paralelamente a isso, traficantes das grandes favelas brasileiras ganham status e poder e a sua vida criminosa passa a servir de referência para muitas crianças da comunidade.  Este ciclo é fortemente observado desde a época de Al Capone, que ainda hoje, deve ser o traficante mais famoso de todos os tempos.
No Brasil, principalmente pela sua atual política de drogas, no qual ainda não se aceita a ideia nem da descriminalização da maconha, o desvio de verbas e o desperdício das mesmas é abundante, pois ainda sim, os nossos governantes acreditam nesta falha ideia de fazer guerra contra o uso de substâncias classificadas como ilícitas.

Para se ter uma ideia, no último dia 14 deste mês aconteceu a audiência de um dos traficantes mais procurados pela polícia, o tão conhecido e falado pela mídia, Nem da Rocinha. Na ocasião, o traficante se limitou a responder apenas uma pergunta e se denominou como “supervisor de vendas”.

Para ficar em silêncio na maior parte do tempo, Nem teve de ser transportado de avião de Mato Grosso do Sul - onde está preso - sob um forte esquema de segurança. Só em 2011, o País gastou $ 4,1 milhões com 436 transferências de presos que estão nos quatro presídios federais em funcionamento, segundo números do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), muitos desses sob acusação de tráfico de drogas.

Este dinheiro investido para sustentar este ciclo, poderia ser aplicado, por exemplo, na própria polícia militar, ou mesmo em escolas e hospitais, que este país tanto precisa. Até o dia 23 de maio deste ano, esse tipo de transporte custou R$ 2 milhões aos cofres públicos, montante que inclui passagens para os detentos e agentes penitenciários federais, além do pagamento de diárias para os servidores. Ao menos três dessas transferências foram realizadas com Nem, apontado como chefe do tráfico de drogas na favela da Rocinha. 
Ele responde a 11 processos por crimes de tráfico de drogas, associação e produção para o tráfico, tráfico internacional, sequestro e cárcere privado, entre outros.

Durante as transferências, os presos são acompanhados por agentes penitenciários federais, que recebem diárias pelo serviço. De janeiro a 23 de maio deste ano, o Depen gastou R$ 993.594,18 com estes servidores. No entanto, o valor é um pouco menor que o R$ 1,2 milhão gasto entre janeiro e maio do ano passado. Nas informações disponíveis nos sites de transparência do Poder Público, não fica claro se está incluído na conta os valores pagos aos policiais federais responsáveis por realizar o translado do preso do aeroporto para o local do julgamento.

Nem da Rocinha possuía um arsenal de pelo menos 150 fuzis, adquiridos por meio da venda de maconha, cocaína e ecstasy, sendo a última a única droga consumida por ele. Com isso, movimentaria cerca de R$ 3 milhões por mês, graças à existência de refinarias de cocaína dentro da favela. 

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