sexta-feira, 1 de junho de 2012

Ao contrário do que dizem, a descriminalização das drogas funcionou em todos os lugares que adotaram essa nova política


Eu não entendo onde alguns deputados, como Fernando Hugo (PSDB), querem chegar, para levar a diante as críticas e tentar barrar a proposta realizada pela comissão de juristas, que estão discutindo a tão falada reforma no código penal brasileiro,  principalmente quando o assunto é descriminalização das drogas. A grande verdade é que tem um tanto de gente dando palpite neste assunto, mas sequer sabe o que é maconha. Além de demonizar a erva, ainda se utilizam de argumentos sensacionalistas e sem nenhum embasamento científico.

Não é de hoje que eu venho vendo deputados conservadores  profetizando uma certa balela sobre a descriminalização das drogas. Primeiro, porque além de vir com a história que a maconha é porta de entrada para outras drogas, essa conversa que a descriminalização das drogas não deu certo em outros países é tremenda de uma mentira deslavada. Claro, se bem, que eu não poderia esperar outra coisa de um deputado, aliás, falar mentira é a principal característica desta raça inescrupulosa.

Usam-se diretamente o exemplo da Holanda, sem ao menos ter visitado o país. Essa coisa de que na Holanda não se conseguiu controlar o consumo de maconha é balela. Se formos analisar na ponta do lápis, o consumo de maconha do país e bem parecido com o do seus vizinhos europeus, tendenciando ainda a serem mais baixos. Ao contrário do que muitos dizem, a descriminalização da maconha na Holanda fez com que os holandeses conseguissem baixar as taxas de violências, suicídios e o melhor, cortaram de vez o usuário do ciclo da criminalidade. Com locais próprios para se vender maconha, a Cannabis não mais está no mesmo meio onde se encontra cocaína, heroína, ópio, crack, cortando de vez a balela dos proibicionistas e evangélicos, que insistem em dizer que ela é a porta de entrada para outras drogas.

Nos atentando especificamente a dados e não a suposições tendenciosas, vemos que Na Holanda, 9,5% dos jovens adultos consomem drogas leves uma vez por mês (Maconha e Haxixe), menos que na Itália (20,9%), França (16,7%), Inglaterra (13,8%) [ Todas com políticas proibicionistas igual ao Brasil]. Na Suíça, o número de usuários de drogas injetáveis, portadores de HIV, foi reduzido em mais de 50% em 10 anos através de políticas de assistência. A taxa de mortalidade por overdose entre usuários de drogas injetáveis caiu mais de 50% na última década. No Brasil, o percentual de adultos fumantes caiu pela metade, desde a política de conscientização do cigarro. Em 1989, 31% dos brasileiros fumavam regularmente. Hoje esse número é de 16,3%. O exemplo do cigarro é o mais claro para os brasileiros, que podem ver, que este tipo de campanha é muito mais eficaz que a proibição. A chave do sucesso não é prender e nem reprimir a droga em si, é proibir e reprimir o seu consumo em determinados locais, fazendo com que assim, existam lugares apropriados para que não incomode terceiros! Legaliza, Brasil!

1 comments:

Anônimo disse...

Sempre tem ignorante, no lugar errado na hora errada. Estes caras são o entrave do progresso deste país, este deputado aí deve ter rabo preso com o tráfico por isso ele fala isto, mais não entende nada é um bosal no assunto.

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