quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Maconha começa a ganhar o cenário político brasileiro


Na semana passada, Renato Cinco, militante socialista e ativista da Marcha da Maconha, foi eleito vereador no Rio de Janeiro. Este não é o único caso no Brasil. Já existe uma tendência de vereadores ou candidatos a vereadores apoiarem a legalização da maconha, mostrando que a perspectiva da não criminalização é a mais sensata a se fazer, quando se fala em drogas entorpecentes.

O argumento mais popular a favor da legalização da maconha de que os políticos fazem uso é que este não é só assunto dos consumidores. Ela deverá ser descriminalizada para combater ao sistema de violência e de corrupção, que sem nenhuma dúvida se beneficia da proibição da maconha e de outras drogas ilícitas.

“Não existe guerra às drogas, o que existe é uma guerra aos pobres disfarçada de guerra às drogas. A proibição provoca efeitos colaterais muito mais graves do que o uso das drogas. Provoca violência: a da disputa entre as quadrilhas pelo controle do mercado de drogas e a do Estado contra essas organizações. 

Também provoca corrupção: em nenhum lugar do mundo é possível que exista tráfico de drogas sem envolver corrupção das autoridades responsáveis por combatê-lo”, disse o vereador Renato Cinco na entrevista ao jornal eletrônico Diário Liberdade.

O vereador de uma cidade no Extremo Sul da Bahia - Medeiros Neto - disse quase a mesma coisa ao jornal eletrônico Radar64:

“Tenho 37 anos e fumo há mais de 20. Usuário não é criminoso, o Estado poderia estar ganhando ao legalizar a maconha, que é muito menos prejudicial que outras drogas, inclusive o cigarro. Ao ser usuário, sei que meu dinheiro está indo para traficantes, mas queria que estivesse indo para o Estado, que poderia reverter a verba em investimentos sociais em diversas áreas e combateria o tráfico”.

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