quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A legalização da maconha é preciso para o bem da sociedade


Virou assunto entre as rodas de conversa e debate na hora do happy hour, a regulamentação da maconha ganhou páginas de revistas e grandes manifestações que desembocam em uma grande força tarefa por um afrouxamento nas leis, diminuindo os danos causados pela chamada “guerra às drogas”.

Essa nova proposta vem sendo pensada por muitos países e vem aflorando rapidamente na América Latina. 

A violência associada ao combate ao narcotráfico tornou-se um dos principais problemas de segurança dos estados da América Latina: a guerra entre os cartéis da droga e a polícia (e exército) de vários países já fez mais de 60 mil vítimas.

Vários líderes sul-americanos, como o antigo Presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, ou o Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, têm defendido a revisão do modelo “proibicionista” de combate às drogas e argumentado sobre os benefícios da liberalização e regulamentação do consumo de maconha em termos de política de segurança. A Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia tem descrito a política de guerra às drogas liderada pelos Estados Unidos como um “completo falhanço” que redundou no aumento da corrupção, violência e instabilidade nos países pobres a sul. Num editorial publicado no Wall Street Journal, os líderes daquela comissão sustentaram o fim das “políticas proibicionistas baseadas na erradicação, interdição e criminalização” e apelaram a um debate global sobre a despenalização da marijuana.

A aprovação dos referendos pró-maconha em Washington e no Colorado poderá conduzir a um “relaxamento” dos esforços dos Governos daqueles países no sentido de travar as redes de contrabando daquela substância para os Estados Unidos. No entanto, avisam alguns dos subscritores do manifesto para a OEA, esse é um passo que compromete o controlo do tráfico de outras substâncias ilícitas, nomeadamente cocaína. O presidente do México, Felipe Calderón, falou sobre o assunto durante a sua intervenção na Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Setembro, na qual insistiu que a comunidade internacional não pode adiar a realização de uma sessão especial da ONU (agendada para 2015) para “avaliar os logros e limitações das políticas actuais para enfrentar o problema mundial das drogas”.

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