quarta-feira, 28 de novembro de 2012

DIA 27 NACIONAL PELA LEGALIZAÇÃO DA MACONHA (Por Dr. André Barros)

Este ano, em torno de 300 pessoas realizaram a Marcha da Maconha da Rio +20. Fundamos uma rede nacional de coletivos e ativistas que lutam pela legalização da erva. Demos ao encontro o nome Rio+4:20 e decidimos realizar atos pela legalização da cannabis por todo o país exatamente no dia nacional de combate ao câncer.

No Rio de Janeiro, fizemos um ato no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS/UFRJ), com a sempre brilhante palestra do nosso Sacerdote Mandacaru, da Igreja do Reino de Jah, e ainda tivemos o privilégio de ouvir o Professor Doutor João Menezes, da Faculdade de Medicina da UFRJ. Este vaticinou que viver sem drogas não tem sentido biológico, pois o uso de drogas está diretamente relacionado aos seguintes fatores: comunicação celular; prazer e dor; consciência e cultura. A sociedade sem drogas não existe, pois as plantas dominam os animais.

O potencial médico da maconha pode ajudar em alguns desses problemas de saúde: câncer, ansiedade, dor crônica, artrites, fibromiologia, glaucoma, insônia, espasmos musculares, HIV/AIDS, náusea, cólicas, doenças de Crahn, epilepsia, convulsões, estresse, anorexia, ADD/ ADHD, enxaqueca, neuropatia, Alzheimer e muito mais.

Alguns cartazes enfeitavam o evento com os seguintes dizeres: "Se a maconha pode fazer bem, proibir por quê?"; "E se a maconha curasse?"; "A maconha é a porta de saída do crack". Ao final, esses cartazes dominaram a movimentada rua Uruguaiana com uma animada panfletagem sob os estarrecidos olhares dos transeuntes.

O vereador eleito Renato Cinco discorreu sobre a reunião nacional e a importância daquele histórico dia. Depois, foi a minha vez, o candidato que não foi eleito, porque os eleitores viajaram.

Lembrei que na ditadura militar diziam aos quatro ventos que "o que era bom para os americanos era bom para o Brasil". E registrei a ironia de um país que criminalizou a maconha no mundo na Liga das Nações de 1915 e em todos os demais encontros internacionais. Foi exatamente o racismo contra os mexicanos e os negros que criminalizou a erva da paz a nível mundial. E agora que, quase 20 dentre os 50 estados americanos, legalizaram a maconha para fins medicinais e até recreativos, por que o Brasil não acompanha estas sabias decisões referendadas, já que o que é bom para os americanos é bom para o Brasil?

ANDRÉ BARROS, advogado da Marcha da Maconha
Rio, 28/11/2012
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