sábado, 23 de fevereiro de 2013

Há maconha em mim! (por Di Geordani)

Agora pouco comentei com minha amiga colorida, estou à véspera de mais uma primavera e a algumas já passadas não seria capaz de apostar que hoje eu consumiria cânhamo, como meu ativista produtor sugere que eu me refira, ou que consuma maconha, como meu ativista redator sugere; que se danem os dois!

Realmente á algum tempo não me enxergaria consumindo uma planta cujo nome cientifico é Cannabis. Popularmente existem centenas de milhares de code ou nomes para se referir à maconha.

Pergunto; o que mais sinto em mim como real mudança que a maconha me causou, além da fucker alcunha maconheiro?

Em particular observo inúmeras alterações no antes, entre e depois do consumo da erva. Observo que a utilizo ou utilizei em diversos moldes, como droga tipo para fazer a cabeça mesmo, como medicamento, já não consumo mais comprimidos, tinha para acordar, pra dormir, pra comer, pra fuder, enfim todos substitui pela erva, também a conheço como importante componente de reuniões religiosas ou como alimento ingerindo em meio a bolos, frutas e outras laricas.

Evito firulas, mesmo que eu mesmo me espante, a erva é uma realidade na minha vida. Acabei por admitir a amiga colorida que de uma forma ou de outra a manga rosa se encaixou em mim, há maconha em mim!

Bom, falei isso numa boa sentado na varanda observando a chuva e pensando na Lili, Lindinha, Bazé e Larica a família Lili Braw, como minha mente voooaaa!... Logo imaginei:

Estou no meio de várias pessoas ai falo “há maconha em mim!”. Próximo dos meus brows eles já pedem “bola o back então”, próximo do meu irmão “abre a janela”, próximo da minha tia lá vem sermão, próximo do sargento “vai pro camburão”, próximo do delegado “alívio se for do bom”, próximo do meu vizinho “Xi Jão! Falando sozinho, essa da é da boa hein!”.

Fica claro pra mim; há maconha em mim! Portanto, conforme alterno as pessoas suas reações são diferentes e tudo se dá devido aos conceitos que eles adotam sobre a erva. Enquanto um não leva a mal outro pode me levar direto a cadeia. Diante um desparâmetro tão gritante o espaço para o preconceito, o ato de discriminar, rotular e agir com o individuo de forma incoerente com o principio social do respeito mutuo, o amar ao próximo como a tu mesmo, nasce como as fezes que saem do anus.

Recentemente lancei o livreto A Sementinha. Nele conto a estória de uma semente que se revolta com a existência humana, pois o humano decretou o fim de sua existência, ela se entende parte da natureza e encara tal atitude como um absurdo!

Como um ser integrante da natureza, o humano, decreta que outro ser também integrante da natureza, a planta, não possa existir! Enfim A Sementinha entende ser por vaidade ou ignorância humana e propõem duas perguntas:

Como proibiram sua existência? Como permanece proibida?

Depois de detalhado “merchan” e agora dada essa oportunidade de publicar na comunidade blogueira e facebookeira, lanço “Há maconha em mim!”. Nos próximos posts trarei para próximo de nossa realidade o que nós estamos vivendo.

Eu já tive boas e inesquecíveis alegrias e sensações, assim como vivo diversas barreiras cotidianas, por ser um consumidor de maconha. Qualquer semelhança contigo caro leitor não é mera coincidência, é a real da rua, na rua é assim.

Continua...

Texto: Di Geordani
Ilustração: Aga´ce

1 comments:

Sara Alves disse...

Adorei....cada vez q leio algo q escreveu..mas sinto q ti conheco

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