quinta-feira, 8 de março de 2012

O mercantilismo da proibição das drogas


Como já falamos exaustivamente, a chamada Guerra às drogas é um dos comércios mais lucrativos que existem no mundo. É o único mercado que sempre está em alta, nunca em baixa. Olhando para trás e se baseando na história, podemos ver que o números de usuários de maconha por exemplo, só aumentam, assim como a oferta. A política de repressão passada pelos Estados Unidos, nada mais é que mais uma política mercantilista visando o capital.

A proibição das drogas é muito mais trágica para sociedade do que a droga em si. Além da violência e a carnificina gerada, que normalmente estão concentradas em aglomerados e locais que vivem pessoas de baixa renda, os custos do estado com o sistema prisional, judiciário e tudo que engloba esta esfera carcerária é exorbitante e desnecessária. Este aspecto fica ainda pior, quando nos deparamos com um judiciário como o nosso, que de praxe é lento. Milhares de reais e tempo são gastos pelo sistema, que julga usuários de drogas e o coloca na cadeia, quando na verdade os esforços deveriam estar concentrados no que de fato é crime.

De forma alguma eu posso conceber que o proibicionismo e a repressão estão à favor da sociedade. Definitivamente, problemas de abuso de drogas é um problema de saúde pública, e não de segurança pública. De forma alguma deveria esta previsto no código penal algo sobre entorpecentes. É simplesmente ridículo e me faz lembrar dos tempos de barbárie, no qual se resolvia as coisas na lei do mais forte.

O mercantilismo e o alto faturamento de dinheiro gerado pela proibição das drogas está escancarado dentro da nossa sociedade há muito tempo. Por exemplo, não são poucas as cifras gastas para comprar armamentos, as privatizações das penitenciária, as prisões forçadas de usuários para forçar estatísticas, a criação de milícias, entre tantos outros aspectos que podem ser englobados neste raciocínio.

Enfim, eu ainda considero extremamente repugnante o fato de muitos apontarem o dedo para usuários e defenderem a repressão e a proibição com a falsa desculpa que está preocupada com os dependentes de drogas, mas ao mesmo tempo sequer se preocupa com a guerra e a carnificina gerada pela proibição, e nem com as famílias famigeradas que veem uma única oportunidade de sobreviver no tráfico de drogas. Afinal, a repressão funciona, mesmo? 

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