domingo, 20 de maio de 2012

5 mil pessoas marcharam em São Paulo pela legalização da Maconha


Com o lema “Basta de Guerra: por uma outra política de drogas, a Marcha da Maconha de São Paulo ocorreu na tarde de ontem de forma pacífica. Com um público estimado em 5 mil pessoas, o evento começou por volta das 16h30 na região da avenida Paulista. Munidos de faixas e pedindo a legalização da maconha, os manifestantes gritavam frases de ordem, como “ei polícia, maconha é uma delícia”.

Após concentração no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), a marcha saiu pela avenida Paulista no sentido Consolação, ocupando três faixas da via. O evento reuniu integrantes dos partidos Psol e PSTU, além de milhares de manifestantes, que expressavam sua opinião através de faixas, cartazes e cigarros gigantescos que simulavam um “baseado”.A marcha teve pouco mais de duas horas de duração, circulou além da Paulista pela rua Augusta e pela Consolação e terminou na praça da República.

Antes do protesto, o professor de História da USP Henrique Carneiro foi ouvido por centenas de jovens enquanto discursou sobre o uso de "uma das plantas mais importantes da história da humanidade". Carneiro falou sobre o uso da fibra dos tecidos das velas e nas cordas e também sobre o uso do cânhamo para a fabricação do papel. Associou a proibição da maconha a questões sociais e raciais - disse que a droga foi discriminada na Europa por ser associada a árabes e nos Estados Unidos a mexicanos- sendo que no Brasil esteve sempre associada a negros e pobres moradores de favelas. Mas empolgou mesmo ao comparar o uso de drogas ao abuso de álcool e gorduras. "Quem quer tomar sua cerveja não tem que lidar com criminoso, ninguém chama as grandes redes de lanchonete de traficantes de colesterol!"

A advogada e membro do movimento pela legalização, Juliana Machado, 28 anos, declarou que a marcha existia justamente para pressionar a politização do tema e fomentar a discussão. "É preciso admitir que o comércio existe e a guerra às drogas não foi um método eficiente para combater o consumo", disse.


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