sábado, 12 de maio de 2012

Livro disponível em blog de programa da secretaria municipal do Rio sugere o plantio de Maconha como redução de danos


Plantar maconha para consumo próprio ou frequentar cultos da seita Santo Daime. Essas são duas das polêmicas alternativas para a redução de danos à saúde de dependentes químicos, abordadas no livro ‘Drogas: Clínica e Cultura/Toxicomanias, Incidências Clínicas e Socioantropológicas’, recomendado pela Coordenação Saúde Mental, programa da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil.

No site da coordenação (saudementalrj.blogspot.com.br), que tem a logomarca da Prefeitura do Rio, a publicação, de 305 páginas, tinha destaque para download gratuito. Por volta de 22h de ontem, depois de questionamentos feitos pelo DIA, o blog, com mais de 105 mil visitações, tirou o livro do ar.

Na página 248 da publicação, Antônio Nery Filho e mais três autores — Edward MacRae, Luiz Alberto Tavares, Marlize Rêgo —, defendem a liberação e a regulamentação do porte, cultivo e distribuição não comercial de cannabis sativa (maconha). “Uma outra dimensão do plantio, cultivo, semeio e colheita pode ser vislumbrada, não como ato não permitido, mas como efetivo e eficaz mecanismo de redução de danos”, diz o texto.
                                                          
Na mesma página os escritores justificam: “Permitindo ao usuário produzir a droga que consome, o Estado estaria contribuindo com a não inserção (do viciado) no mundo da violência e do tráfico, e em face da segurança e integridade física e emocional, como sua própria saúde”. Já na página 248, uma ‘dica’ inusitada e perigosa: “... 100 gramas de maconha podem ser considerados uma quantidade razoável para um usuário diário”.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil alegou que o livro é utilizado de forma acadêmica por diversos profissionais da saúde mental no país e que o conteúdo é de responsabilidade de seus autores, sem qualquer ligação com o órgão da prefeitura. “A secretaria tem papel histórico no combate ao uso de drogas neste município, tendo como missão a defesa da vida e a não exclusão de qualquer paciente do sistema de saúde”, diz o texto.

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