terça-feira, 5 de junho de 2012

Filho de Pablo Escobar apoia a descriminalização das drogas


Mais de 600 pessoas lotaram o auditório do Ibirapuera, em São Paulo, no sábado passado (02) à noite, para um debate sobre o documentário Quebrando o Tabu, que propõe a busca de políticas alternativas ao fracasso da guerra às drogas. O longa estreou há um ano nas salas nacionais e propõe uma discussão responsável sobre o tema com depoimentos de Fernando Henrique Cardoso, Paulo Coelho, Dráuzio Varella, Bill Clinton e Jimmy Carter.

Convidado especial do evento, o arquiteto Sebastian Marroquin, filho do traficante colombiano Pablo Escobar (morto em 1993), começou a palestrar com grande interesse no assunto — ele fez o filme Pecados de Mi Padre, em que pede desculpas pelos assassinatos cometidos por seu pai e está lutando pela paz na Colômbia: “De alguma maneira, as drogas eram legais na minha casa. Meu pai usava somente maconha, mas perdíamos a noção da realidade quanto às leis. Queremos educar os pais para conversar com os filhos sobre o assunto”, disse Marroquin, abrindo o discurso.

 “Pensei que fosse o único a pensar numa forma alternativa de combater as drogas sem violência. A droga está proibida, mas não controlada. Colocam vidro na cocaína para render mais e com as proibições as drogas ficam ainda piores, mais prejudiciais. Se proíbem a pizza, haveria uma guerra por pizza”, analisou Sebastian.

Para finalizar o debate, Grostein reforçou que a descriminalização das drogas deve ser tema da sociedade e não de partidos políticos. “Minha ideia não é apologia às drogas. Temos que mudar a política porque tem gente morrendo, gente de todos os lados, milhares de vítimas inocentes e um aumento de dependentes. Tornar as drogas ilegais não as tornam indisponíveis”, afirmou ele, que está promovendo exibições abertas do filme Brasil afora.

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