domingo, 30 de setembro de 2012

ONU admite debate para mudar a estratégia de combate ao narcotráfico


Um dos motivos da maconha e outras substâncias psicoativas continuarem proibidas é justamente a interferência da ONU, que até então não aceitava a mudança de paradigma e perspectiva do combate ao abuso das substâncias entorpecentes. Contudo, isto parece estar mudando, já que a  ONU afirmou na sexta-feira, 28, que a organização está pronta para “facilitar” o debate sobre a revisão da estratégia de combate ao narcotráfico proposta por vários países da América Latina durante a Assembleia Geral das Nações Unidas.

“Estamos prontos para facilitar este debate diante da posição de vários estados-membros em diferentes foros”, disse o diretor-executivo do Bureau das Nações Unidas contra as Drogas e o Crime (UNODC), Yuri Fedotov.

Durante a Assembleia Geral da ONU esta semana, em Nova York, vários presidentes latino-americanos pediram a revisão da estratégia contra as drogas e a busca de alternativas. “O pedido de muitos presidentes da América Latina à ONU para facilitar um debate baseado em evidências sobre o impacto das políticas antidrogas atuais não é apenas legítimo, mas está na linha do que a UNODC faz”, afirmou Fedotov. Entende-se que o consumo de drogas existe e que o combate armado como é feito atualmente é muito mais prejudicial pra sociedade que o uso da substância entorpecente em si.

Outro que defendeu um amplo debate foi o presidente mexicano, Felipe Calderón, um dos líderes mais destacados do combate frontal ao narcotráfico, desafiou a ONU na quarta-feira a liderar uma discussão aberta sobre a questão: “as Nações Unidas não apenas devem participar, mas sim liderar uma discussão à altura do século XXI, sem preconceitos, que leve todos a encontrar soluções com enfoques novos e eficientes”.

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