quarta-feira, 17 de outubro de 2012

10 mil anos de uso e 75 de controle racial


A maconha indiscutivelmente é a droga ilícita mais usada no mundo e trazida e utilizada por negros, hispânicos, filipinos, brancos e claro, vários artistas. Contudo, no dia 1 de outubro deste ano, foi marcado por uma data triste, já que não podemos esquecer os 75 anos de proibição da maconha nos EUA, principal responsável pela repressão à Cannabis Sativa.

Fazendo uma viagem no tempo, vemos que a maconha em momento algum foi proibida por fazer mal, ou por sua agressão ao corpo humano, mas sim por cunho descriminatório contra negros - e nos EUA, principalmente contra mexicanos - já que os imigrantes deste país levavam esta planta nativa com eles para a terra do Tio Sam.

Especificamente nos EUA, entre meados da década de 20, havia um grande temor dos estadunidenses em perderem os empregos para os mexicanos e por isso havia uma grande pressão e vigília sobre os imigrantes, um xenofobismo que sempre esteve muito presente nos Estados Unidos..

Exatamente em 1914, El Passo, no Texas, foi a primeira cidade dos EUA a proibir a posse e a venda de maconha .  Esta proibição deu o direito para os policiais deter, interrogar e dar busca em mexicanos sem motivo aparente, exceto a suspeição de que tais elementos possivelmente poderiam estar com alguma quantidade de maconha.

Em seguida à arbitrariedade policial e o apoio do governo para se erradicar a Cannabis Sativa, o folclore de que a maconha faz mal, que emburrece, entre outras tantas atrocidades  que se fala desta substância, começaram a ser utilizados como métodos coercitivos, fazendo com que a maconha se tornasse uma verdadeira lenda urbana do mal. Não é atoa que até nos dias de hoje permanece várias crenças malignas sobre a maconha.

Diante desta perspectiva vemos uma questão inadmissível, já que há 75 anos pessoas inocentes são presas arbitrariamente apenas por portarem ou fumarem maconha. A legalização da maconha é de suma importância, pois a proibição gera violência, descriminação, corrupção, xenofobismo e não combate o que ela se propõe: o controle da oferta e a demanda da maconha.

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