domingo, 9 de dezembro de 2012

Álcool – NÃO a Maconha – é a droga porta de entrada

Maconha não é a “porta de entrada”
Por anos, a população vem sido alimentados com a ideia de que a Maconha não deve ser legalizada pois ela seria a grande vilã que seria a porta de entrada para outras drogas mais pesadas.

Como alguns já sabiam, o estudo confirmou que a Maconha NÃO É PORTA DE ENTRADA PARA OUTRAS DROGAS, a verdadeira porta de entrada é o ÁLCOOL!

Das três drogas mais utilizadas ao redor do mundo – álcool, tabaco e maconha – o estudo mostrou que a primeira listada, e não a última, leva ao maior uso de drogas.

Examinando uma significante amostra da população nos Estados Unidos, a Universidade de Michigan (através do questionário “Monitoring the Furture”) concluiu através de seu estudo: “Resultados através da escala “Guttman”, indicaram que o álcool representa a droga porta de entrada, levando o usuário ao consumo de tabaco, maconha e outras substâncias ilícitas. Além disso, sujeitos que utilizaram-se de álcool, exibiram um aumento significante na tendência de usar ambas drogas lícitas e drogas ilícitas.”

A conclusão do estudo foi: “O álcool deve receber a atenção principal quando forem tomadas ações para evitar o uso de drogas entre os jovens, o uso de outras substâncias pode estar sendo influenciado pela prevenção do uso de álcool ou, pelo menos, retardando o inicio do uso por parte do jovem.”

“Portanto, parece ser mais prudente por parte das escolas, instituições sociais e de saúde, focarem seus esforços, políticas e dinheiro, na prevenção do uso do ÁLCOOL por parte dos jovens,” disse o estudo.

Alguns outros estudos anteriores apontaram para resultados semelhantes.

Laço de longa data entre o consumo de álcool e o abuso de outras drogas.

No início de 1985, por exemplo, um estudo publicado no “Jornal da Juventude e Adolescencia”, concluiu “que estudantes não usariam drogas ilícitas a menos que houvessem usado álcool”.

“Como o álcool serve como droga de entrada para TODAS as outras drogas, a prevenção aproxima-se da proibição e controle dessa proibição, do uso de álcool entre os jovens e adolescentes”, os autores John W. Welte e Grace M. Barnes, ambos da “New York State University at Buffalo”, escreveram.

“Nós encontramos em nosso estudo, que quanto mais álcool uma pessoa consome, mais chance ela tem de utilizar tabaco e maconha,” escreveram os autores do estudo.

A Maconha é chamada de “Droga Porta de Entrada”. Ela é considerada a pior dentre todas as drogas disponíveis, pois leva ao uso de outras drogas mais pesadas. O que as pessoas não percebem, é que o uso da Maconha só vem após uma pessoa já ter usado álcool e tabaco,” escreveram eles.

Em 2010, o Professor Inglês David Nutt, uma vez o chefe da assessoria anti-drogas do governo Britânico, foi co-autor  de um relatório que dizia que o uso de álcool na Inglaterra era mais prejudicial que o crack ou a heroína, quando o dano total causado por elas pode ser mensurado.

“No geral, o álcool foi a droga mais prejudicial (pontuação geral de dano 72), com a heroína (55) e crack (54) em segundo e terceiro lugares, respectivamente,” concluiu o relatório, que foi publicado na revista Lancet.

Negando o óbvio

“Nossas descobertas dão suporte a pesquisas anteriores, realizadas no Reino Unido e Holanda, confirmando que o atual sistema de classificação das drogas tem pouca relação com a evidência de danos causados por cada droga,” dizia o relatório. “Eles concordam também com relatórios anteriores, de peritos, que dizem que a concentração de esforços no combate ao uso do álcool é uma estratégia válida e necessária para a melhora da saúde pública.”

Quando foram lançados, os resultados dos autores entraram em conflito com o sistema de classificação governamental britânico, que já vem de longa data, que diz que outras drogas são mais danosas que o álcool.

“No geral, o álcool é a droga mais nociva, pois é tão amplamente utilizado,”
disse Nutt em publicações feitas pela BBC.

“O crack é mais viciante que o álcool, mas porque o álcool é tão amplamente utilizado, centenas de milhares de pessoas “precisam” consumir álcool todos os dias, e essas pessoas chegam a extremos para conseguir isso,” disse ele.

Previsivelmente, como a contraparte americana provavelmente faria, recusou-se a reconhecer o relatório de Nutt.

“Nossas prioridades são claras – nós queremos reduzir o consumo de drogas, reprimir a criminalidade e a desordem relacionada ao uso de drogas e ajudar os dependentes químicos abandonarem o uso definitivamente”, disse um porta-voz do Ministério do Interior na época.

Obviamente, o lobby do álcool (assim como o do tabaco), tem bolsos profundos e recheados.

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