quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Planta na mente: um carnaval consciente (Por Dr. André Barros)

Acusam os maconheiros de serem alienados e não se preocuparem com questões mais importantes para a sociedade. Costuma-se cobrar, também, do movimento pela legalização da maconha uma “consciência revolucionária”.

Na realidade, é frequente confundir alegria com falta de seriedade, de preferência, combinada à sisudez do lema “ordem e progresso”. Na hipocrisia da sociedade capitalista brasileira de herança monarquista escravocrata, tudo que é bom é pecado ou engorda.

A bandeira da legalização da maconha é uma das mais conscientes para a mudança da humanidade. Para uma sociedade estressada e apressada, a legalização da maconha é uma das questões mais importantes. Foi o capitalismo, em seu franco processo de industrialização, que tirou a maconha da concorrência. Desde o paleolítico até o século XIX, o cânhamo era um dos produtos mais importantes da terra, matéria-prima tanto para as roupas dos pobres, quanto para as velas e cordas das caravelas que conquistaram o Novo Mundo. Será que esse capitalismo da Revolução Industrial, que rejeitou e continua rejeitando o cânhamo, teme que sua legalização possa contribuir com sua destruição?


O “Planta na Mente”, ‘sambaseado’ na sua consciência, canta paródias de marchinhas, sambas e outros ritmos que abordam temas como o caveirão, a hipócrita guerra às drogas e aos pobres; o choque de ordem na cidade maravilhosa, ampliando a mente com alegria: esse é o espírito do bloco!

Este ano, o “Planta na Mente” só conseguiu entrar no calendário oficial do carnaval da Prefeitura do Rio de Janeiro, porque pedimos que o indeferimento verbal fosse por escrito, o que abriria a possibilidade de impetrar um mandado de segurança. O bloco vai fazer uma festa carnavalesca para arrecadar fundos para seu desfile nesta sexta-feira, na Casa Alto Lapa Santa, que é a casa da “tia Ciata” da legalização da maconha.

O bloco vai sair em 22/02/2012, às 4:20 horas, na quarta feira de cinzas, que já foi apelidada pelos integrantes de QUARTA-FEIRA DE BRASAS.


Fonte: http://maconhadalata.blogspot.com 

1 comments:

cewguerra disse...

Esse é o meu medo, de me associar certos movimentos pela legalização da cannabis, que querem ligar a luta pela legalização com uma ideologia política anti-capitalista. Eu sou a favor da legalização da cannabis por vários motivos, dentre eles os benefícios práticos que a legalização da cannabis poderá trazer ao mundo (uso medicinal, uso industrial, combate ao tráfico, benefícios econômicos, etc.) e o fato, é claro, de eu gostar de cannabis. Mas é evidente que todos esses motivos são completamente secundários. O principal motivo pelo qual eu sou a favor da legalização da cannabis, é o argumento da LIBERDADE INDIVIDUAL. Não há nenhum crime na atitude de uma pessoa fumar maconha, pois isso não prejudica em nada uma terceira pessoa, é algo que diz respeito unicamente ao próprio indivíduo.
Esta é uma filosofia liberal, e uma filosofia liberal não combina com uma visão política coletivista e anti-liberal, que é a visão anti-livre-mercado.
Não podemos também nos esquecer que em todos os países no mundo cujos governos têm uma vocação mais coletivista (socialistas e semelhantes) a cannabis também é proibida, e nos lugares em que ela foi (ou tem sido) legalizada, isso está ocorrendo em pleno sistema capitalista.
A bandeira da legalização da cannabis tem que ser uma bandeira dos que são a favor da LIBERDADE INDIVIDUAL, e não dos que são CONTRA a LIBERDADE ECONÔMICA. São coisas diferentes, e com quem é contra a liberdade econômica eu não faço aliança, nem se for pra defender a cannabis!

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