terça-feira, 23 de outubro de 2012

Estudo encontra traços de cocaína e maconha no ar de cidades italianas


Cientistas do Instituto de Pesquisa em Poluição Atmosférica, na Itália, descobriram traços de substâncias psicotrópicas, como maconha e cocaína, no ar de oito cidades italianas. A quantidade, porém, não é preocupante. O nível de cocaína, por exemplo, variou entre 0,02 e 0,26 nanogramas por metro cúbico nas localidades estudadas, ou seja, insuficiente para causar qualquer efeito nas pessoas.

O estudo, publicado no periódico Environmental Pollution, monitorou durante um ano os níveis atmosféricos de quatro substâncias - cocaína, canabinoides, nicotina e cafeína - nas cidades de Palermo, Turim, Roma, Bolonha, Florença, Milão, Nápoles e Verona. Segundo o autor da pesquisa, o químico Angelo Cecinato, os resultados são reflexo do que anda acontecendo em qualquer centro urbano.

A cidade que apresentou maior indíce de substâncias psicotrópicas no ar foi Turim, lugar que registrou também o nível mais alto de cocaína. Já os municípios de Bolonha e Florença apresentaram os maiores índices de canabinoides, como a maconha. Palermo registrou os menores níveis no geral, apesar de não ficar de fora da lista.

Os pesquisadores sugerem que os altos índices de maconha em Bolonha e em Florença se devem à cultura estudantil. Ambas possuem população pequena, de 300 mil a 400 mil habitantes, e são centros acadêmicos, que atraem um grande número de estudantes de fora do país todos os anos.

Nas oito cidades analisadas, o índice de nicotina e cocaína permanceu constante ao logo do ano. Já os níveis de cafeína e de canabinoides aumentaram consideravelmente no inverno. Nos meses de maio a agosto - período de verão no país -, eles permaneceram muito baixos. Segundo o estudo, quanto mais frio, mais frequente parece ser o hábito de tomar café ou de consumir maconha.

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