segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

A maconha deveria ser legalizada assim como o álcool e o tabaco


A legalização da maconha é cada vez mais discutida pela sociedade. Contudo, para que se tenha uma eficácia nesta medida - que consequentemente combate o tráfico de drogas por enfraquecê-lo financeiramente – precisa-se que a maconha seja legalizada por boa parte do mundo.

Primeiro, porque a simples prisão por posse de maconha para o próprio consumo é completamente absurda e mostra a vertente racista e xenófobo da proibição. Depois, porque cifras enormes são gastas para manter a política de repressão, que de fato não consegue combater o aumento da oferta e da demanda, fatores primordiais a serem considerados para discutir a questão e também de se manter essa proibição.

Então, pensando bem, se a repressão não resolve e acaba apenas servindo como grande desperdício de receita do Estado, porque não apostar em um novo principio conhecido como redução de danos, que como o próprio nome já indica, é bem menos danoso, não só para o usuário, mas também para a sociedade? Como afirma sempre o presidente do Uruguai, José Mujica, o problema não é o consumo  da maconha e sim tudo que envolve o mercado negro da maconha; que por sua vez, por mais que pareça engraçado, é alimentado pela a atual lei da proibição.

Veja bem, a maconha só gera toda essa violência porque é proibida, já que se fosse regulamentada, ela perderia o seu alto valor econômico, e fazendo  paralelamente com que o narcotráfico não mais faturasse cifras exorbitantes com o comércio da erva. Claro, que eu não acredito em Papai Noel e nem em Saci Pererê, para achar que a simples regulamentação da maconha extinguiria o narcotráfico, contudo o que vale a pena lembrar é que dando uma alternativa regulamentada para os usuários, assim como é feito com o comércio de tabaco e álcool, você esta fazendo a principal coisa a ser feita: tirar cidadãos que não são bandidos, do ciclo da criminalidade.

A questão deveria ser lógica para qualquer pessoa, até mesmo os mais conservadores, afinal, é só fazer uma pesquisa no tempo para ver o quão ignorante foi a proibição do álcool nos EUA na década de 20 e como foram as suas consequências devastadoras. As mesmas atrocidades teriam acontecido se o tabaco fosse proibido, como acontece com qualquer droga ilícita. A proibição é a maior inimiga da sociedade, que fica no meio de uma guerra que envolve o poder público, na figura das forças de seguranças, contra bandidos extremamente armados, e o que se vê de fato é um derramamento de sangue, que sempre poderá ser evitado, a partir do momento que pensarmos e botarmos em prática a redução de danos.

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