domingo, 30 de dezembro de 2012

A política de drogas brasileira precisa ser combatida com muita informação


Como eu já disse no post passado sobre a importância da comunicação, hoje vou continuar falando dela, pois como bom jornalista, creio que em muitas das vezes, muitos que estão ao nosso favor ou apenas simpatizantes da causa, não sabem usar os bons argumentos, ou não sabem se portar diante das autoridades , de advogados conservadores que se omitem e por acharem que devem representar os bons costumes,  acabam em uma atitude hipócrita, negligenciando várias das vezes em que ganharam dinheiro por apenas tirar um maconheiro que foi pego com uma bucha de maconha da cadeia. Sim meus amigos mais novos e leitores do blog, aqui no Brasil a lei já foi muito pior e você poderia ser preso de 2 meses a um ano, salvo o engano, por se pego pela PM por portar maconha.

Hora essa, para mim, estes tipos de conservadores são fajutos, pois como manda o bom figurino de um advogado de respeito ele tem duas opções:  pega o caso ou se achar que o réu é culpado, pode sim negar a formular a sua defesa. Pelo menos é o que se espera de um bom advogado. Isto aprende nas faculdades, e eu digo isso, pois tive experiência na assessoria de imprensa da OAB, e se tem uma coisa que a ordem sempre cobra e pega no pé dos advogados é a ética! É simplesmente pela falta de ética e da prostituição da profissão pelas faculdades e Universidades é que se criou o exame da ordem. Portanto, se o advogado que pegou a causa na época em que a lei era extremamente errônea, me faz acreditar que ele pelo menos pensava que a lei não era certa e que consequentemente o réu não poderia ser punido, ou simplesmente pelo dinheiro,  que no caso se fosse verdade, seria uma extrema falta de ética do profissional, que se mostraria um mal caráter. E é por essas e outras que devemos analisar quem defende a proibição. Se for gente como a Dra Marisa Lobo, que é psiquiatra e tem clínicas de reabilitação, claro, que vai defender a proibição, pois financeiramente é muito bom para ela.

Aliás, esta antiga lei, é que criou toda essa animosidade entre maconheiros e policiais, uma vez que os PM’s ganhavam comissões, isso extraoficial, para prender usuários de drogas, tornando um verdadeiro ponto de conflito entre negros e moradores de favelas, que são sempre os mais afetados com a guerra às drogas, que por racismo de quem a aplica, poderia ser chamado de “guerra aos pobres e aos negros”, visto o grande número de negros encarcerados por uso e venda de maconha. Eu particularmente  sou um pouco mais liberal e não vejo motivo por um sujeito ir preso pela simples venda de uma erva, que é homeopática, pois se analisarmos, os donos de farmácias homeopáticas vendem outras ervas com propriedades medicinais, e portanto eu não vejo a maconha como uma vilã.

Outra coisa que precisa de mais seriedade é essa de prender os chamados  pequenos traficantes de maconha - que em suma traficam para sustentar seu vício ou para ter renda extra para pagar suas contas- é extremamente equivocada. Primeiro, porque nossas penitenciárias deixam os presos sem fazer nenhuma atividade construtiva, fazendo com que esse pequeno traficante arrume contatos e suba na hierarquia do tráfico, virando um grande traficante quando sair da cadeia, mostrando que a prisão nestes casos só pioram os presos, os tornando verdadeiros marginais. É comum acontecer este tipo de coisa no Brasil, principalmente porque a lei deixa margens para a autoridade decidir e juntando  ainda os sérios  problemas causados pelos resquícios da ditadura - que são vistos até hoje incrustados na sociedade brasileira – entende-se o porque muitos tem medo de uma mudança tão polêmica como essa. O brasileiro sempre foi um povo com baixa auto-estima e que tem uma tendência conservadora, uma vez que o país não investe o suficiente na educação, deixando o povão, grande maioria em nosso país, sem instrução necessária,e é por isso que novamente vem o problema com a comunicação, uma vez que em um país ignorante, quem se comunica bem é quase rei. E isto vemos não só com os conservadores da maconha, mas como a comunicação é usada de forma sorrateira por pastores, que se enriquecem com o medo alheio, advindo da ignorância.

E ai, como dito,é o ponto principal do problema, pois é muito difícil mostrar a uma sociedade que tem muito resquício da ditadura e com profunda ignorância, como ser um país considerado liberal é importante para o bem dos seus cidadãos, que mostram em assuntos polêmicos pulso firme, além da imediata  admissão do problema,soluções mais humanas, que possam sim reabilitar o usuário, sendo que com esta visão preocupa-se muito mais com a condição de precaução com uma informação ativa, que realmente tenha uma comunicação de  efeito com o jovem, do que a mentiras que são passadas pelos proibicionistas , que com a chegada da internet, facilitam o descobrimento destas mesmas inverdades faladas pelos conservadores, fazendo o efeito ao contrário, pois o jovem que experimentar maconha, vai acabar com uma sensação de que foi enganado, e como o jovem tem na sua índole  a rebeldia, e está aberto a novas experiências, e é aí que se perde o medo das drogas. E devido equívoco de achar que todas as drogas tem os mesmos efeitos e as dependências, é que surge a vontade de usar drogas mais pesadas.

Diferentemente do que pensam os mais pragmáticos, a política de drogas do Brasil precisa mudar, além da sua campanha de drogas, que soa como piada, uma vez que hoje os jovens tem um acesso ilimitado na internet e pode sim, pegar informações verdadeiras sobre a maconha, inclusive vários depoimentos de pessoas que sempre se deram bem com a erva e que dizem que a maior dificuldade era apenas saber a hora e a quantidade certa de fumar, coisa que acontece quase que por osmose em “Cannabistas” mais velhos, que por experiência controla bem o seu corpo e suas necessidades. Lembre-se que ninguém morre pelo uso de maconha e nem pela sua falta, a questão é psicológica!!! A melhor solução é regular para educar  sobre o seu uso e  depois para medicar!!!

1 comments:

Juniior cwb disse...

Muito bom mesmo a parte do pequeno traficante, onde que depois de pagar sua pena sai da cadeia como um grande. Eu vi tive diversas experiencias pessoas e ate amigos que foram presos como pequenos traficantes, ou ate mesmo pelo plantio de cannabis, e que depois que sairão da cadeia, com diversas informações e contatos. Assim afirmando que a cadeia seria uma graduação para os marginais.

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