terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Governo canadense diz que vai privatizar a maconha para fins terapèuticos


O Canadá é um país em que sempre a Maconha está em discussão. Seja pelas suas propriedades medicinais já comprovadas ou pelo seu uso recreativo, a Cannabis tem uma grande força naquele país devido aos seus ativistas. Desta vez, a polêmica se deu depois que o governo canadense anunciou que não mais vai produzir e distribuir a maconha medicinal, deixando a função para ser exercida pelo setor privado. A nova medida despertou várias críticas por parte dos canadenses.

Leona Aglukkag, ministra da Saúde do Canadá, fez o anúncio no domingo, alegando que as regulamentações atuais "deixaram o sistema exposto a abusos".

A ministra explicou que o governo recebeu "preocupações gerais" por parte de funcionários sobre "como as pessoas estão se escondendo por trás destas regras para levar adiante atividades ilegais, pondo em risco a saúde e a segurança dos canadenses".

Aglukkaq disse que Ottawa não produzirá, nem distribuirá mais maconha com fins terapêuticos. Ao contrário, empresas privadas poderão adquirir licenças para cultivar e vender a maconha a preços de mercado.

Os pacientes com receita médica poderão, a partir de março de 2013, adquirir uma variedade de cepas de maconha de fabricantes licenciados, que são os que determinarão os preços.

Por outro lado, os indivíduos não terão permissão para cultivar maconha em casa para uso pessoal, disse Aglukkaq.

A medida despertou críticas dos médicos, que se queixaram porque estão pedindo que prescrevam uma substância que ainda não foi testada clinicamente.

Ativistas favoráveis à maconha e deputados da oposição pediram a descriminalização da droga tanto para o uso médico quanto recreativo, depois que dois estados do vizinho Estados Unidos legalizaram a maconha no mês passado.

A Associação para o Acesso Médico à Canabis, distribuidora da maconha medicinal com sede em Montreal, comentou que "a criação de um mercado comercial é ostensivamente progressista".

"Estamos sendo testemunhas da convergência de um movimento pela justiça social como um setor comercial emergente. Será um caminho duro", afirmou a associação em um comunicado.

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