quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Promotoria quer condenação de Ras Geraldinho, também por associação ao tráfico


A constituição brasileira prevê que as liberdades religiosas devem ser respeitadas e não devem sofrer nenhum tipo de perseguição. Porém, mais uma vez, isto não vem sendo respeitado, pois O MPE (Ministério Público Estadual), em Americana (127 km de São Paulo), pediu à Justiça que inclua o crime de associação para o tráfico de substância entorpecente nas acusações contra o Ras Geraldinho, que é fundador Primeira Igreja Niubingui Etíope Coptic de Sião do Brasil.

A Polícia prendeu o líder religioso em sua Igreja, sob a falsa acusação de tráfico de drogas, uma vez que na localidade, foram apreendidos 37 pés de maconha. Agora, o Ministério público quer incluir o Rastafari também em associação ao tráfico.

"Isso se deu porque as testemunhas da defesa disseram que colaboravam no plantio, colheita, secagem e manejo de pragas da plantação de maconha", disse o promotor Clóvis Siqueira, responsável pelo caso. Porém, ainda existe a esperança do juiz não acatar esta nova denúncia do promotor.

Com o pedido do MPE, a defesa terá cinco dias, a partir de quando for notificada, para se manifestar.
Alexandre Khuri Miguel, advogado de Geraldinho, informou que ainda não foi notificado, mas que a intenção da defesa, no entanto, é fazer com que, com a nova acusação, o processo volte à fase de instrução, com a convocação de novas testemunhas e com novo depoimento de Geraldinho.

Se for acatada pela Justiça, a sentença, que deveria ser dada até o meio de fevereiro, deve ser adiada.
Khuri Miguel também informou que irá pedir a libertação do réu. "Vou pedir para reabrir o prazo para ouvir as testemunhas e imediatamente solicitarei o pedido de relaxamento de prisão, já que Geraldinho está preso há seis meses sem julgamento. No caso dele, o prazo para que o julgamento ocorresse deveria ser de no máximo 120 dias", informou.

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