terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Segundo relatório da ONU, Maconha continua sendo a substância ilícita mais consumida na América do Sul


Já é hora de tratarmos o problema da abuso de drogas de uma maneira mais racional, sensata e que não traga tantos prejuízos para a sociedade. A atual forma de repressão é desumana e de fato não consegue conter o aumento da demanda, muito menos da oferta. Com a proibição, o mercado das drogas se tornou bilionário, fazendo com que sempre tenha uma pessoas disposta a correr risco em nome das altas cifras. Não se engane, mas é completamente absurdo pensar que um dia o tráfico de drogas vá se extinguir.

Para se ter uma ideia, no relatório divulgado pela Junta Internacional de Fiscalização a Entorpecentes (Jife), órgão ligado à Organização das Nações Unidas (ONU), mostra que a maconha continua sendo a principal droga usada na América do Sul. A prevalência anual de abuso de maconha atingiu 3% da população entre 15 e 64 anos, uma estimativa de 7,6 milhões de pessoas.

Segundo ainda o relatório, cerca de 20% da maconha usada no Brasil têm origem doméstica e 80% entram no país pelo Paraguai. Em 2010, as autoridades brasileiras destruíram 2,8 milhões de plantas de cannabis, incluindo mudas, e apreenderam mais de 155 toneladas de Maconha.

Os números denunciam também que a quantidade total de cocaína apreendida diminuiu de 253 para 211 toneladas na Colômbia, e de 65,1 para 15,5 toneladas no Equador. De 2009 a 2010, a quantidade total de cocaína apreendida  no Peru aumentou em quase 50%, indo de 20,7 para 30,8 toneladas. Em 2010, um aumento da quantidade de cocaína apreendida também foi relatado pela Bolívia (29,1 toneladas), pelo Brasil (27,1 toneladas), Chile (9,9 toneladas) e Paraguai (1,4 toneladas).

De acordo com o relatório, a Interpol (organização internacional que ajuda na cooperação de polícias de vários países) e o Unodc estimam que o mercado ilícito global de cocaína valha mais de US$ 80 bilhões. Desde 1998, o mercado ilícito de cocaína na América do Norte, que corresponde a 40% do mercado, tem diminuído, enquanto a demanda por cocaína na Europa, responsável por 30% do mercado, tem aumentado.

1 comments:

Matheus de Lima Calisto disse...

ainda bem né, pior se fosse o crack

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