quinta-feira, 14 de junho de 2012

Legalização Regulamentada (Por Mário Márcio Pelajo)

O Brasil teria que abrir mão da exploração em massa do Pré-Sal, ou pelo menos da exploração para fins energéticos.

Com isso, haveria tempo e condições suficientes para o aperfeiçoamento de novas tecnologias nacionais, provenientes do investimento em educação e em pesquisas sobre a canábis e também sobre as explorações profundas de petróleo, que aumentariam como premissa da legalização regulamentada, com a arrecadação de impostos e reduções de gastos governamentais.

A verdade é que atualmente não existe tecnologia satisfatória do ponto de vista da segurança no trabalho no meio ambiente nas explorações de petróleo em grandes profundidades, como são as recentes descobertas brasileiras.

Por outro lado, não haveria mais a necessidade de se produzir tanto petróleo, já que não seria mais usado como combustível automobilístico. O petróleo seria explorado apenas para outros fins, diminuindo consideravelmente as probabilidades de novos acidentes ambientais no mundo. Isso fica claro com as recentes experiências ocorridas nos últimos anos, mostrando que esse modelo de produção maximizada, por causa de uma escassez na quantidade de alternativas de matéria-prima energética, acaba que por forçar as empresas e os governos a arriscarem atos inseguros nas explorações.

Seria necessário adotarmos outra premissa para a legalização regulamentada, que seria a garantia do investimento em pesquisas para otimização da conversão da planta em energia para todos os fins ou meios possíveis e não só para o transporte individual e de massa, bem como os estímulos ficais governamentais para tal.

É necessário repensar a política energética brasileira urgente. O Brasil, assim como a China, possui perdas de transmissão de energia na ordem de 20% de toda a produção nacional, por causa de equipamentos arcaicos ou obsoletos. Como podemos pensar em obras megalomaníacas para a energia, que inclusive destroem povos primitivos e culturais, se a perda existente é muito maior que uma eventual produção, por maior que sejam as hidrelétricas? Não faz sentido algum. Parece ser apenas mais um legítimo tráfico de influência pelo interesse econômico, que nos assombra há séculos.

Veja Também:
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Texto escrito por Mário Márcio Pelajo, autor do livro Canábis Anonymous

Mário Márcio Pelajo, nascido em 25/06/1980, Engenheiro de Produção, formado pela Universidade Federal Fluminense, é um carioca que se autodefine como um autodidata e grande amante de assuntos contemporâneos, como História, Geografia, Política, Economia, Meio Ambiente e Agricultura, dentre muitos outros assuntos diversos. Sua maior paixão e equilíbrio com certeza é a música, onde está sempre procurando novos chocolates para seus ouvidos.

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