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segunda-feira, 16 de junho de 2014

Como se parecerá o mercado de maconha no Uruguai?

Uruguai e a maconhaO Uruguai é o primeiro país a legalizar a maconha em nível nacional. Outros países descriminalizaram a maconha. No entanto, o Uruguai é o primeiro a tentar lançar uma indústria nacional, tendo as vendas legais de maconha em todo o país. Outros países começaram a explorar o que seria necessário para seguir o exemplo do Uruguai. Um monte de coisas vai depender de como o Uruguai implementa seu plano.

No mês passado, o Uruguai divulgou detalhes sobre o que a legalização da maconha será semelhante. O mundo estava esperando desde que o Uruguai assinou a sua lei em vigor em dezembro para ver o que os detalhes mostrariam. Uruguai vai permitir a venda de maconha para os moradores do Uruguai com idade superior a 18 anos. Moradores terão que optar por 1) cultivar até seis plantas, 2) participar de um clube de até 45 membros, e cultivar 99 plantas coletivamente e compartilhar a colheita, ou 3) comprar até 10 gramas por semana em uma farmácia. Independentemente de qual opção é escolhida, os moradores do Uruguai só podem possuir 480 gramas por ano.

"O modelo uruguaio coloca grande ênfase na regulação, controle e restrições que visem a conter potenciais efeitos negativos da legalização. Todas as formas de publicidade e promoção de uso são proibidos, como fumar em espaços públicos fechados, em local de trabalho, e nos estabelecimentos de saúde, escolas e instituições esportivas. Dirigir sob a influência de maconha não é permitido, e o recém-criado Instituto de Regulação e Controle de Cannabis (IRCCA), encarregado de regular e controlar todo o sistema, irá definir os limites de THC e tipos de teste realizados para dirigir sob efeito da erva.

"Clubes de adesão devem também educar e informar seus membros sobre o consumo de maconha responsável e a IRCCA deve promover estratégias de redução de riscos relacionados ao uso problemático de maconha".

Seria bom ver o Uruguai permitir que não-residentes pudessem comprar maconha legalmente. Seria um enorme impulso para o turismo. O Uruguai é um país bonito e de gente muito educada, e adicionando o consumo de maconha para a experiência seria fantástico. O sistema no Uruguai não está perfeito, mas é anos-luz além de qualquer outro país no momento.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Uruguai permitirá que presidiários usem cannabis medicinal

Mujica grande homemUruguai vai agora permitir que os presos do país passem a usar a cannabis medicinal para melhorar a sua saúde física ou mental, se eles receberem indicações de um dos médicos, de acordo com Julio Calzada, secretário-geral do Comitê Nacional sobre Drogas do Uruguai. 

Uruguai também fará a incorporação da cannabis medicinal no sistema de saúde pública do seu país ao lado de acupuntura e remédios homeopáticos, segundo o ministro do desenvolvimento social Daniel Olesker. 

Em dezembro do ano passado, o Uruguai se tornou o primeiro país do mundo a legalizar a maconha recreativa. De acordo com Calzada, regulamentos para a nova indústria serão lançados em algum momento entre 20 e 25 de abril. Ele espera que os centros de distribuição de maconha legal possam ser abertos até o final do ano.

O nosso vizinho do sul, o Uruguai, está dando uma verdadeira lição de humanismo para o resto do mundo. E é incrível que um país muito menor que o nosso, e logo aqui ao lado, tenha uma consciência tão ampla e aberta sobre o ser humano, enquanto nós aqui no Brasil ainda vivemos uma realidade tão distante, onde reina o preconceito e as leis ultrapassadas ainda regem nossas vidas, gerando um ciclo vicioso que vira uma bola de neve.

Então qual seria a solução para o Brasil em curto prazo? Quem sabe primeiro arrumar um sujeito gente boa para presidir o maior país da América Latina, como o senhor José Mujica, um verdadeiro bom velhinho, que tem uma mentalidade muito, mas muito a frente de seu tempo. O cara realmente está revolucionando o país sem fazer guerra, apenas fazendo o bem. Salve Mujica !!!

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Senado do Uruguai também aprova fácil a legalização da maconha

Mujica e a legalização da maconhaA Comissão de Saúde do Senado do Uruguai aprovou a proposta para legalizar a posse, o uso, a venda e o cultivo privado de Cannabis para adultos de 18 anos ou mais. A proposta, que já foi aprovado pela Câmara dos Deputados, com esmagadora maioria dos deputados a favor, agora se move em direção a uma votação no Senado completo, o que é esperado no próximo mês.

Se a maioria no Senado aprovar a medida - como já é previsto - ele irá para o presidente José Mujica, para apreciação final; Mujica foi um dos maiores defensores da legalização da cannabis no Uruguai, e confirmou que ele vai assinar o projeto de lei se for dada a oportunidade, já que a própria ideia piloto partiu do próprio discreto, elegante e inteligente presidente.

De acordo com a legislação proposta, a posse e distribuição do governo (através de clubes de Cannabis designados e farmácias) de até 40 gramas de cannabis por mês seria inteiramente legalizado para os adultos, como seria o cultivo privado das várias plantas de Cannabis.

De acordo com funcionários no Uruguai, o país pretende vender a Cannabis por apenas US$ 1 por grama, em uma tentativa (brilhante diga-se de passagem) para minar o mercado negro, que não terá a menor chance de competir com o preço estatal, que se ainda for garantida qualidade do produto pelo governo, o mercado ilícito, pelo menos no que se diz respeito à venda de maconha, irá ser dizimado, pois os custos para um traficante produzir a erva e misturar com outros produtos a fim de render mais, são altos, e a qualidade é muito baixa, tendo em vista que o armazenamento é precário, além de outras condições de produção e venda.

Então, Dale Uruguay ! Nossos vizinhos merecem nossos parabéns ou não? Me orgulho de ver um cara presidindo um país, e tendo uma mente aberta e muito a frente do seu tempo. Diferente do que vemos no Brasil, onde sai um estúpido e entra uma ignorante no poder.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Iniciaram ontem os debates para legalização da maconha no Uruguai

legalização da maconhaA Câmara dos deputados do Uruguai iniciou ontem o debate sobre o projeto de lei para legalizar o cultivo, produção, consumo e venda de maconha no país.

O projeto de lei foi iniciativa do presidente José Mujica, que alegando ser a melhor forma de combater o narcotráfico, visa talvez estatizar a produção da erva no país, ou seja, torna-la um bem do governo, sendo produzida pelo governo, porém esse lado do projeto parece ser o que menos importa os parlamentares, pois segundo pesquisa a legalização é desapoiada pelos membros da Câmara.

Por volta das dez horas da manhã de hoje, o debate foi iniciado e devido a expectativa popular, deve ser tratada com muita cautela e provavelmente durará várias horas.

Grupos de manifestantes, tanto a favor como contra a legalização da maconha no país, devem lotar encher as vias públicas em frente ao Parlamento, para expressarem suas opiniões.

O presidente José Mujica continua com o argumento forte de que a população apenas precisa ser devidamente educada a respeito dos benefícios de uma regulamentação da maconha, e que qualquer tipo de preconceito ainda existente não irá durar muito tempo, co
mpletou ainda que, essa é a forma eficaz de se combater uma guerra que já fracassou há muitos anos e ainda continua gastando dinheiro público.

Segundo o projeto mais forte para vencer, a venda e compra seriam regulamentadas, e as pessoas podeiram cultivar até 6 pés de maconha em casa, ou recorrer às compras nas lojas legais, podendo comprar dessa forma até um limite de 40 gramas por mês.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Mujica refuga e projeto de regulamentação da maconha no Uruguai ficará estagnado


O Uruguai vinha sendo um dos países mais vanguardistas da América Latina, principalmente depois de apresentar um projeto para a regulamentação da maconha. Contudo, o novo paradigma que tinha causado um verdadeiro agito nos países vizinhos e na ONU, parece que vai passar por um momento de estagnação, uma vez que o presidente do Uruguai, José Mujica, disse que a população ainda não está madura o suficiente para encarar tal mudança.

"A decisão não está madura, por isso a freei. Não vamos votar uma lei, porque temos maioria no Parlamento. A maioria tem que estar na rua. As pessoas têm que entender que ao colocar os usuários na prisão só estamos dando um presente ao mercado do narcotráfico. Vamos levar o projeto de forma suava", disse o presidente.

O projeto apresentado pelo governo uruguaio em junho era uma reformulação de outro introduzido no Parlamento por um membro da oposição, que contemplava a legalização do auto cultivo da maconha. O governo queria que o Estado fosse o único produtor e vendedor da substância, mas depois aceitou legalizar o cultivo próprio.

O interesse da população pela questão da maconha começou há um ano, quando a argentina Alicia Castilla, de 68 anos, foi presa por ter 29 pés de cannabis em casa. Ao jornal espanhol "El País", Alicia disse não estar surpresa com a decisão de Mujica.

"O projeto foi desde o início um festival de improvisação. Só queriam desviar a atenção ao que estava acontecendo com a Pluna, que faliu. Há quatro meses, não se falava em outra coisa no país que não maconha. Vieram jornalistas de todo mundo para me entrevistar e entrevistar Mujica. Acho que tinha algo muito pessoal no protagonismo que Mujica tomou", disse ela.

Na verdade, o projeto se encontra em fase de estudo no Parlamento. Ele implica a criação do Instituto 
Nacional de Cannabis (Inca) e autoriza o Estado a assumir "o controle e a regulação de atividades de importação, exportação, plantação, cultivo, colheita, produção, aquisição, armazenamento, comercialização e distribuição de cannabis ou seus derivados".

"A lei era inviável", opina Alice Castilla. "Você precisava se registrar para cultivar, só seria permitido plantar seis pés e não poderia cultivar mais de 40 gramas. Como pretendiam controlar? Alguém do Institudo de Cannabis ia casa a casa para pesar? Quando? A planta você corta e está úmida, cheia de seiva. Em dois meses, perde 40% do peso".

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Maconha vendida pelo governo uruguaio vai ser de melhor qualidade e mais barata

O polêmico projeto do presidente José Mujica, que pretende estatizar a maconha no Uruguai parece estar avançando. Segundo o diretor do Conselho Nacional de Drogas, Júlio Calzada, a maconha que será vendida pelo governo vai se de melhor qualidade e com o menor preço da comercializada atualmente no mercado negro.

"Hoje, a maconha é consumida no mercado negro (...) chega misturada com substâncias que não são necessariamente maconha" ou contém "as partes da planta que não são destinadas ao consumo humano, tais como folhas, caules e outros. A que o Estado vai fornecer é uma substância de qualidade superior a essa", afirmou Calzada ontem em um coletiva para a imprensa.

"No mercado negro, hoje, 25 gramas de maconha custam 500 pesos (25 dólares)", acrescentou o diretor.
Um projeto de lei para regulamentar a produção e venda de maconha foi apresentado no início de agosto no parlamento uruguaio. O Legislativo também tem a intenção de autorizar o cultivo de maconha para consumo pessoal.

Segundo a imprensa local, cada consumidor teria um cartão pessoal anônimo com código de barras dando direito a 40 gramas de maconha por mês. Deste modo, o governo evitaria o registro dos consumidores, tal como inicialmente discutido.

"Seria um documento anônimo, sem foto, sem o nome do titular, que seria usado para controlar o consumo", disse Calzada ao jornal La Republica.

O projeto do governo visa a combater a violência gerada pelo consumo e o crescente tráfico de "pasta base", um derivado da cocaína mais barato com efeitos devastadores sobre os consumidores.

Hoje, o consumo e a posse para uso pessoal de maconha não são punidos no Uruguai, mas a comercialização e o cultivo são proibidos. Estima-se que 20.000 pessoas consumam regularmente maconha neste pequeno país de 3,2 milhões de habitantes.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Mujica diz que Uruguai não vai tolerar turismo de drogas


A medida do governo uruguaio de uma possível estatização da maconha vem repercutindo até hoje. Em mais um pronunciamento sobre o assunto, o presidente do Uruguai, José Mujica, afirmou que o país não vai aceitar turismo de drogas dos turistas de maneira alguma.

O projeto de lei anunciado em junho e enviado ao Parlamento no começo de agosto busca "arrebatar" do narcotráfico parte do mercado, com a meta de tratar os consumidores como doentes e não como delinquentes, disse o presidente, afirmando que "apareceram coisas que não existiam no Uruguai", como os assassinatos por acerto de contas.

"O que estamos propondo não necessariamente é uma receita que vai nos livrar desta praga que se chama narcotráfico. O que queremos é experimentar outros caminhos. E a nós parece que uma coisa importante é tentar arrebatar-lhes o mercado. Porque pelo lado repressivo, o mercado continua caminhando", enfatizou. 

"Parece-nos que colocá-lo sobre a mesa, regulamentá-lo, pode ser um mal muito menor do que o que está acontecendo hoje", emendou.

"Nós não defendemos a expansão do consumo de nenhuma droga", enfatizou. Sua ideia é que a venda "possa ser feita através do sistema de saúde global do Uruguai ou outros mecanismos, mas que seja estritamente controlado pelo Estado", explicou.

"Tem o inconveniente de que supõe a identificação, e isso é fundamental para saber que são uruguaios, segundo para poder induzi-lo (o consumidor) a que se trate caso seu consumo seja considerado exagerado, do ponto de vista médico", acrescentou.

O presidente afirmou, ainda, que tentará fazer com que a maconha tenha "rastreabilidade" para dificultar sua venda ao exterior. "Porque não queremos afetar os vizinhos. Por isso, o Estado precisa gerir isto", disse Mujica, que acredita que sem a compreensão e o apoio da sociedade, "as medidas serão um fracasso".

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Presidente do Uruguai chama a atenção para a 'sensibilidade da esquerda'


O Presidente do Uruguai, José Mujica, virou uma espécie de centro das atenções desde que anunciou que o seu governo pretende colocar em vigor uma lei que permite o estado plantar maconha como medida para combater o narcotráfico e o aumento de usuários de drogas pesadas. Em uma dessas indas e vindas de seu projeto, o presidente esta semana preferiu falar da situação econômica do país e a sensibilidade da esquerda.

Em relação à pobreza, assegurou que desde 2004 o índice de 850 mil pessoas caiu e também a porcentagem que, em 2011, passou a representar 13,7% da população: “em dois anos baixamos 6 pontos e superamos a meta que almejávamos”, completou.

"É o valor mais baixo da história moderna do Uruguai, segundo dados do Cepal. É um reconhecimento internacional para o país”, assegurou.

Sobre a indigência, disse que, em 2004, correspondia a 4,7% da população, em 2009, baixou para 1,6% e “hoje temos dados seguros que nos fazem afirmar que estamos em 0,5%”, garantiu.

Mujica assinalou que, frente à crise internacional, existe um panorama mundial de incertezas e existe aqui um crescimento interno econômico aprofundado por reformas estruturais: tributária, sanitária e de investimentos na segurança social.

Também incluiu nessa relação o aumento no gasto público social com transferências monetárias que permitiram avançar até uma sociedade mais igualitária”, concluiu a fonte.

O presidente uruguaio recordou que a nação teve um aumento de 80 mil novos postos de trabalho que contrataram 45 mil pessoas, reduzindo o nível do desemprego.
Entre as conquistas, Mujica assinalou também o aumento da média salárial que, entre 2009 e 2012, aumentou mais de 12%.

"Estamos registrando feitos notórios na política que se devem às diretrizes dos governos da Frente Ampla. Esta é a enorme diferença entre a sensibilidade social da esquerda e da direita”, definiu o presidente uruguaio.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Mujica assinala uma possível terceirização no mercado da maconha


Desde que foi anunciado, o projeto de descriminalização da maconha no Uruguai está criando polêmicas. Desta vez, o anuncio de José  Mujica em terceirizar o comércio, assim como é feito com o álcool, sinalizou que o país está em busca de uma legislação menos agressiva contra a maconha.

A nova medida chamou atenção justamente por ter a novidade de uma possível terceirização deste mercado, que a princípio seria controlado pelo Estado. Contudo, Mujica explica que o Estado continuaria a controlar a produção da maconha, porém, estabelecimentos credenciados poderiam comercializá-las, como é feito com a cerveja, em bares, por exemplo.

“Uma empresa privada é que vai vender a maconha, sob um controle rigoroso de normas adotadas pelo governo, tal como ocorre com as bebidas alcoólicas “, afirmou Andrés Oppenheimer, jornalista argentino da CNN.

Oppenheimer ainda confirmou que o presidente do Uruguai, José Mujica, o confidenciou que em último caso, poderia considerar um modelo em que o governo não ficasse com a responsabilidade de vender e tramitar a maconha.

O jornalista ainda revelou que Mujica se mantém firme na posição de que a maconha vai ser vendida apenas para uruguaios, evitando assim o turismo de pessoas adeptas da Cannabis Sativa.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Mujica fala novamente sobre a regulamentação da maconha no Uruguai


Diante da grande repercussão que causou na sociedade uruguaia a intenção do governo de regulamentar a venda de maconha no país, o presidente José Mujica fez um pronunciamento em que alertou seus compatriotas sobre a importância de elaborar novas maneiras para combater o narcotráfico.

“Apenas com repressão policial, será impossível”, resumiu o presidente uruguaio.

O passo que está prestes a ser dado pelos uruguaios rumo à legalização da maconha também chamou a atenção das Nações Unidas, que pediu autorização a Montevidéu para enviar uma comissão da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (JIFE) que acompanhasse as discussões.

Outro ponto abordado por José Mujica na entrevista foi tratar o problema a partir da lógica comercial. “Muito mais grave que os males causados pela droga na saúde humana é o resultado que o narcotráfico acarreta na sociedade”, pontuou. “O vício sempre existiu na história da humanidade. Vejamos o álcool e o tabaco, a cocaína nossos avós compravam na farmácia. Mas o comércio de drogas é um assunto contemporâneo, é uma atividade capitalista de mercado que se reproduz e tende a crescer como um câncer no corpo social.”

Mujica lembrou que a polícia uruguaia tem sido eficaz no combate ao tráfico e que, por isso, um terço dos presos nas cadeias do país tem relação com o comércio de drogas. "Há uma enorme eficiência, mas às vezes dá a sensação de estarmos enxugando gelo", pontuou. São cerca de 3 mil presidiários por ligação com as drogas numa população carcerária de 9 mil detentos, disse o presidente, que desenhou um universo de aproximadamente 200 mil consumidores de narcóticos no Uruguai.

A demanda existe, e enquanto houver gente que compre, estão criadas as condições para que haja oferta. Assim se movimenta a economia”, ressaltou o presidente. Mujica acredita que o vício dos usuários se traduz num interesse interminável pela droga, que acaba alimentando constantemente a venda de substâncias ilegais. Como se trata de um mercado repleto de riscos para os traficantes, que estão sujeitos a prisão e violência, os lucros obtidos com a operação costumam ser exorbitantes.

  “O valor acumulado internacionalmente com narcotráfico e lavagem de dinheiro assegura recursos financeiros para corromper governos, comprar generais, subornar juízes, impor candidaturas eleitorais e nomear parlamentares, como acontece no México”, enumera Mujica. “Mas o pior de tudo é que o tráfico de drogas tende a espalhar violência pelas sociedades. Como se trata de um mercado clandestino, suas leis sempre apelam à violência. Quando existe dívida, não se procura um advogado: se recorre automaticamente ao ajuste de contas.”

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Presidente do Uruguai novamente fala sobre o projeto da regulamentação da Maconha


Desde que o Uruguai  anunciou um plano de regulamentação da Maconha, o presidente José Mujica já foi em vários veículos de comunicação explicar como a proposta vai ser implantada no país. Desta vez, o mandatário concedeu uma entrevista à radio colombiana RCN, no qual afirmou que o Estado deve realizar a venda de maconha, como medida para combater o narcotráfico.

"Será como ocorreu com o tabaco, o álcool, com a prostituição, casos em que os homens não queriam ver o que existia e aprenderam que era melhor organizar o que realmente existe", disse. Mujica explicou que no Uruguai "nunca vamos legalizar todas as drogas" e insistiu na regularização da "menos prejudicial delas, com certos limites".

Mujica também acredita que, desta maneira, os atuais viciados em cocaína prefeririam uma "droga leve" como a maconha. "Vamos convencer a opinião pública antes de apresentar um projeto de lei de legalização", afirmou. Para ele, a existência de viciados é um problema médico, muito menor do que o narcotráfico.

"Temos no Uruguai cerca de 150.000 consumidores de maconha, que de alguma maneira precisam conseguir a droga porque são viciados. O mercado existe. Nós não o inventamos. Nossa tese é que esse mercado seja controlado pelo estado por um preço razoável, registrando-se o que cada um consome", disse Mujica.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Presidente do Uruguai explica o projeto da Legalização da Maconha

Uruguai maconha cannabis
O presidente do Uruguai, José Mujica, disse que o objetivo do projeto de seu governo de "legalização controlada" do consumo de maconha não é liberar, e sim controlar o uso da droga.

Em entrevista ao jornal O Globo publicada nesta quinta-feira, Mujica afirmou que "não estamos propondo uma legalização que permita que qualquer um possa ir ao armazém, comprar quantidades de maconha e fazer o que quiser". "O Estado vai ter controle da qualidade, da quantidade, do preço, e as pessoas estarão registradas", disse o presidente.

Mujica argumentou que "alguém tem que ser o primeiro" a legalizar a maconha na América do Sul, "porque nós estamos perdendo a batalha contra as drogas e a criminalidade no continente". "Temos que buscar outro caminho, mesmo que alguns o considerem ousado", disse o presidente.

O que nós esperamos é reduzir o número de crimes nas cidades uruguaias. A maioria dos crimes hoje é cometida por jovens delinquentes", afirmou ele. "O Uruguai é um país pequeno, onde se podem fazer as coisas com mais facilidade. Não somos grandes como o Brasil", disse José Mujica.
 
 

NÃO COMPRE, PLANTE!

 

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