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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Como é tratada a marijuana na Itália


leis sobre marijuana na italia - semi marijuanaA maconha é ilegal na Itália, mas é tolerada para uso pessoal. A nova lei pode ser aprovada permitindo que até 5 gramas de qualquer droga seja portada para uso pessoal.

Em geral os policiais são muito relaxados na Itália. Eles vão se aproximando se você está fumando na cara de pau em local indiscreto, mas enquanto você está em uma praça lotada, ou em sua casa, eles não se importam com nada. 

Mas apesar de ser legal o consumo próprio, o comércio e produção de maconha não são legais, então me pergunta, aonde que se compra maconha em Roma? Com o mercado negro ilegal, como em vários países, e apesar de você não ser prejudicado se for flagrado usando a maconha, se você for pego comprando a história é outra, você roda mesmo.

Na Itália você pode comprar sementes de maconha tranquilamente, inclusive se tiver um contato você encontra quem venda pessoalmente, se não tiver pode pedir dos sites da Holanda e Espanha tranquilamente, uma vez que as sementes de maconha na Itália, que são chamadas por eles de semi di marijuana ou semi pianta são legais ja que não contém o principio ativo.

Quanto custa um bom fumo em Roma? Uma porção de haxixe, custa em torno de 10 euros, e essa porção varia mais ou menos entre 0.7 à 1.5 gramas, mas é vendido como 1 grama, mesmo que raramente tenha essa exata quantidade.

Para você conseguir uma preza de skunk em Roma, você tem que ter um contato específico, pois a maconha é normalmente consumida na forma de haxixe por lá, e normalmente é marroquino. Mas também pode-se encontrar haxixe do Nepal e o conhecido como Afegão Negro.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A Psiquiatria brasileira e a criminalização da Maconha


Em meados do século XIX, a psiquiatria lombrosiana chegou ao Brasil. Com o discurso pseudo científico do “criminoso nato”, a teoria afirmava que determinadas raças carregavam características naturais dos criminosos. Esse discurso criminalizou os negros, sua religião, sua cultura e o hábito de fumar maconha.

O consumo de maconha seria uma característica de criminosos que, sob seu efeito, praticavam condutas penais. Esse discurso avançou e caiu como uma luva com a abolição da escravatura em 1888. A liberdade passou a ser controlada pelo discurso do medo do criminoso nato, de maneira que antigos escravos e seus descendentes foram criminalizados. Em 1890, o governo republicano criou na polícia a Seção de Entorpecentes Tóxicos e Mistificação.

Esses psiquiatras brasileiros lombrosianos fizeram uma série de teses falsamente científicas criminalizando negros, nativos, mulheres, capoeiristas, sambistas, maconheiros, prostitutas, macumbeiros, cachaceiros, explorando certo tipo de discurso e linguagem e estigmatizando todos que não fossem supostamente brancos “puros”: era o embrião do discurso fascista e nazista da superioridade de raças.

A maconha foi acusada de ser o instrumento de vingança dos negros contra os brancos pela escravidão. Vale destacar o discurso do Dr. Pernambuco, delegado brasileiro, na II Conferência Internacional do Ópio, em 1924 em Genebra, em que o psiquiatra afirmou, para as delegações de 45 outros países: “a maconha é mais perigosa que o ópio”. Essa Conferência influenciou a criminalização da maconha em todo o mundo.

Filinto Muller, influente chefe da polícia política de Getúlio Vargas, declarou que a Umbanda não fazia mal a ninguém, mas invadia e quebrava todos os terreiros que insistiam no uso da maconha. Como a Umbanda queria ser reconhecida como religião e estava se estruturando, subtraiu o uso da maconha de suas práticas para obter esse reconhecimento. Teria sido aí o embranquecimento da Umbanda.

Até a próxima quarta-feira, às 4:20 horas, um abraço bem apertado!

Dr. ANDRÉ BARROS, advogado da Marcha da Maconha

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

É RACISTA A CRIMINALIZAÇÃO DA MACONHA NO BRASIL


É RACISTA A CRIMINALIZAÇÃO DA MACONHA NO BRASIL

O Brasil foi o primeiro país do mundo a editar uma lei contra a maconha. Em 4 de outubro de 1830, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro penalizava o `pito de pango`, denominação da maconha, no § 7º da postura que regulamentava a venda de genêros e remédios pelos boticários:

“É proibida a venda e o uso do pito do pango, bem como a conservação dele em casas públicas. Os contraventores serão multados, a saber: o vendedor em 20$000, e os escravos e mais pessoas, que dele usarem, em três dias de cadeia.”

Antes disso, não existia legislação penalizadora da maconha. Portanto, a atual criminalização pode acabar e voltar a liberdade como era antes de 1830. Criadas pelos homens, datadas e territorializadas, as leis só podem ser compreendidas em seu contexto histórico. Por que tanta repressão e violência contra uma linda planta e seu cultivo caseiro? Qual a razão de lavrar termo circunstanciado e encaminhar para o Juizado Criminal, que vai formalizar um procedimento como se processo fosse, para um consumidor de maconha? Por que tanta violência contra pessoas que gostam de uma planta? A única explicação é materialista histórica.

As raízes da criminalização da maconha no Brasil estão diretamente ligadas à diáspora dos negros da África. É a escravidão que vai explicar tanta violência até hoje contra todos que nutrem o velho hábito dos negros. A escravidão no Brasil foi tão brutal que a primeira lei criminal do país, o Código Criminal do Império de 1830, foi considerado um avanço, pois estabeleceu que o escravo que cometesse um pequeno delito deveria receber, por dia, 50 chicotadas, já que, antes, a punição era de 200 a 400 açoites diários:

“Art. 60 Se o réo fôr escravo, e incorrer em pena que não seja a capital ou de galés, será condemnado na de açoutes, e, depois de os soffrer, será entregue a seu senhor, que se obrigará trazêl-o com um ferro pelo tempo e maneira que o juiz o designar.
O número de açoutes será fixado na sentença; e o escravo não poderá levar por dia mais de concoenta.”

Na próxima quarta-feira, vamos continuar às 4:20 horas.

Um abraço bem apertado galera!

ANDRÉ BARROS, advogado da Marcha da Maconha

http://twitter.com/advandrebarros
 
 

NÃO COMPRE, PLANTE!

 

Vamos curtir galera!

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