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quinta-feira, 11 de abril de 2013

Votação da PL 7.663/2010 foi adiada para a próxima terça-feira


O retrógrado processo de deputado Osmar Terra (PL 7.663/2010) teve sua votação adiada para a próxima terça-feira (16/4). votação pelo Plenário da Câmara dos Deputados estava prevista para esta quarta-feira (10/4), porém, foi adiada após pedido dos líderes do PCdoB e PSDB, já que desta forma, terão mais tempo para sugerir emendas.

“O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, garante que o prazo final é 16 de abril. Houve um acordo e o projeto vai entrar em pauta para ser votado.

O projeto que altera o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas teve pedido de urgência aprovado na Câmara no dia 12 de março. Na entrevista que Osmar Terra concedeu ao portal Consultor Jurídico, o deputado destacou algumas das mais de 30 alterações deste retrógrado projeto.

“O envolvimento com drogas que causam dano mais rápido e mais mortes terá previsão de pena maior em até dois terços — como é o caso do crack. Outra mudança é a questão da baixa involuntária. Hoje, a lei diz que o usuário tem direito de decidir se quer a internação — mesmo que viva transtornado mentalmente e que tenha vendido tudo a sua volta para comprar crack. Ora, esta pessoa não está em condições de decidir nada, pois perdeu completamente o discernimento das coisas. Ela precisa de ajuda urgente. Por isso, a nova lei prevê que, se a família pedir e o médico determinar, o usuário será internado”.

Apesar de terem sido realizadas 30 audiências públicas para debater a proposta, o projeto ainda recebe críticas. Na concepção da deputada Erika Kokay (PT-DF), a proposta apresenta um retrocesso na questão da internação involuntária. “As pessoas que querem se internar já não encontram vagas. Essa internação é limpeza social, higienista, é a sociedade não querendo ver o fruto de sua lógica que aniquila o indivíduo”, argumenta.

A presidente do Conselho Nacional dos Secretários de Estado da Justiça, Cidadania, Direitos Humanos e Administração Penitenciária (Consej), Maria Tereza Uille Gomes, ressaltou a necessidade de critérios claros para distinguir traficantes e usuários. “O que hoje se vê é a condenação por tráfico, principalmente de mulheres, com quantidade pequena de entorpecentes, 70% são presos por menos de 1 quilo de droga.”

O professor Luís Fernando Farah de Tófoli, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), também defendeu a definição de critério objetivo para separar usuário e traficante. “É importante evitar que o policial faça isso. Somos um país com passado escravocrata e há grande chance de um jovem pobre e negro ser considerado traficante, e um branco rico, usuário.”

Pela lei atual, o juiz, ao analisar se trata o indivíduo como usuário ou traficante, deve levar em consideração um critério objetivo, a natureza e a quantidade da substância apreendida, e três subjetivos — local e condições em que se desenvolveu a ação, circunstâncias sociais e pessoais do preso, além de sua conduta e seus antecedentes. Nem a lei nem o projeto estabelecem claramente a quantidade tolerada, o que vai continuar fazendo que prisões arbitrárias aconteçam.

quinta-feira, 14 de março de 2013

A legislação brasileira de drogas precisa evoluir


Quando buscamos uma visão antropológica da questão das drogas vemos que desde os primórdios o homem busca o prazer. As drogas hoje consideradas ilícitas, sempre fizeram parte da sociedade e é utópico pensarmos em uma sociedade que não existe substâncias antropológica, aliás, o grande erro de qualquer nação que se dispõe a debater e evoluir na questão do abuso de drogas é adotar o conceito da repressão bélica, que em mais de 4 décadas se mostrou ineficaz, desumano, causando danos muito piores à sociedade do que o consumo de drogas em si.

Na contramão das nações desenvolvidas, que trata o problema como saúde pública, e vem conseguindo excelentes resultados, o Brasil, através de seus conservadores e religiosos, buscam em um novo projeto, apresentado pelo deputado Osmar Terra (PMDB- RS), que prevê internação compulsória, cadeia para usuários e aumento de pena para traficantes, o que em suma, repete os mesmos erros já adotado em legislações anteriores no Brasil.

O novo projeto é desumano, não trata o problema de frente, sendo que quem se propõe a combater as drogas com guerra, sempre sairá perdendo. O projeto do deputado Osmar Terra, prevê violência, prevê um retrocesso em todas as técnicas de redução de danos que poderiam ser adotadas, mostrando que a desinformação ainda perpetua e causa medo quando o assunto são as drogas.

Pelo novo projeto do deputado, um simples usuário de maconha estaria sujeito a cumprir 12 meses de cadeia, sem direito a responder em liberdade. Este projeto é uma verdadeira fábrica de marginais, visto que desta forma, o projeto não ajuda o usuário em nada, apenas confirma uma estigmatização ainda maior deste cidadão, que não é criminoso, porém estará sendo tratado como se fosse, o que é extremamente prejudicial não só para ele, mas para toda a sociedade.

O papel do Estado é tratar o problema na esfera da saúde, não criminal. A criminalização dos jovens e adolescentes é um problema pior ainda do que o próprio uso do entorpecente. A internação compulsória é ineficaz, já que qualquer tratamento precisa primeiro do consentimento do próprio dependente para que funcione, e por fim, uma legislação eficaz de entorpecentes colocaria separados os diferentes tipos de usuários dos diferentes tipos de drogas, já que não podemos misturar e querer tratar da mesma forma um usuário de maconha e um de crack, assim como um usuário de heroína tem seu tratamento completamente diferente.

O grande problema, como dito em vários posts anteriores, é que existe pessoas demais que não sabem nada sobre abuso de entorpecentes e com seus conceitos conservadores e dos bons costumes e da moral, buscam um mundo utópico sem drogas, contudo, não percebem, que ao contrário de ajudar o dependente químico, com esses projetos retrógrados, só estão contribuindo para a disseminação da ignorância, do ódio, e da estigmatização do usuário, o que de fato não contribui em nada para uma possível reabilitação. Em outras palavras, projetos como  esse do deputado Osmar Terra é uma verdadeira fábrica de marginais.

DIGA NÃO AO PROJETO DO DEPUTADO OSMAR TERRA. CLIQUE AQUI E ASSINE A PETIÇÃO! FAÇA SUA PARTE!
 
 

NÃO COMPRE, PLANTE!

 

Vamos curtir galera!

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